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Alerta sobre hantavirose

Hantavirose avança rapidamente e exige atendimento imediato, alertam especialistas

Doença transmitida por roedores pode causar complicações pulmonares graves e tem alta taxa de mortalidade

Medidas simples de higiene e controle ambiental são essenciais para prevenir a hantavirose e proteger a saúde pública - Imagem: Reprodução/Magnific
Medidas simples de higiene e controle ambiental são essenciais para prevenir a hantavirose e proteger a saúde pública - Imagem: Reprodução/Magnific

Letícia Sales Publicado em 11/05/2026, às 13h12


Considerada uma das doenças infecciosas mais graves transmitidas por roedores, a hantavirose segue em alerta no Brasil por causa da rápida evolução dos sintomas e do alto risco de morte em casos severos.

A infecção é causada pelo hantavírus, pertencente à família Bunyaviridae, e ocorre principalmente pelo contato indireto com secreções de ratos silvestres contaminados.

Segundo especialistas, a principal forma de transmissão acontece pela inalação de partículas contaminadas presentes na poeira de ambientes fechados, como galpões, silos, depósitos e casas de campo sem ventilação.

Atividades simples, como varrer locais infestados por roedores, podem espalhar aerossóis contendo o vírus e facilitar a contaminação.

Além disso, o vírus também pode ser transmitido pelo contato das mãos contaminadas com olhos, boca ou nariz. Casos raros envolvendo mordidas de ratos e transmissão entre humanos já foram registrados em algumas regiões da América do Sul.

Sintomas começam como gripe, mas quadro pode piorar rapidamente

O período de incubação da doença varia entre 3 e 60 dias após a exposição ao vírus, com média de duas semanas.

Nos primeiros dias, a hantavirose costuma apresentar sintomas semelhantes aos de uma gripe forte ou até mesmo da dengue, o que pode atrasar o diagnóstico.

Os sinais iniciais incluem:

Febre alta;
Dores musculares intensas;
Dor de cabeça;
Cansaço excessivo;
Náuseas e vômitos;
Dor abdominal e nas articulações.

Com a progressão da infecção, alguns pacientes desenvolvem a Síndrome Cardiopulmonar pelo Hantavírus (SCPH), fase mais grave da doença.

Nessa etapa, surgem sintomas como tosse seca, queda de pressão arterial, aceleração dos batimentos cardíacos e dificuldade respiratória intensa, indicando comprometimento dos pulmões e do coração.

Tratamento exige internação hospitalar

O diagnóstico da hantavirose é feito por médicos clínicos e infectologistas com base nos sintomas, histórico de exposição e exames laboratoriais que detectam anticorpos ou material genético do vírus.

Como não existe antiviral específico contra a doença, o tratamento é totalmente voltado ao suporte intensivo do paciente.

Nos casos mais graves, pode ser necessário o uso de ventilação mecânica, monitoramento cardíaco, hemodiálise e acompanhamento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Apesar da gravidade, a hantavirose tem cura quando diagnosticada rapidamente. No entanto, pacientes que sobrevivem podem desenvolver sequelas, como insuficiência renal crônica e hipertensão.

Cuidados simples ajudam na prevenção

Especialistas reforçam que medidas básicas de higiene e controle ambiental são fundamentais para evitar a doença.

Entre as recomendações estão manter terrenos limpos, evitar acúmulo de entulho, armazenar alimentos corretamente e ventilar ambientes fechados antes da limpeza.

A orientação é utilizar panos úmidos e soluções com água sanitária em vez de vassouras, para evitar que partículas contaminadas se espalhem pelo ar.

Profissionais de saúde também alertam que pessoas com febre e falta de ar após contato com áreas rurais ou locais infestados por ratos devem procurar atendimento médico imediatamente.


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