Baixa cobertura vacinal e mortes recentes mantêm alerta entre autoridades de saúde

Erika Osti Publicado em 26/01/2026, às 16h47
Cinco anos após o início da vacinação contra a covid-19, a doença reduziu sua intensidade no Brasil, mas ainda representa um risco considerável à saúde, especialmente diante da baixa adesão às vacinas em 2025 e da persistência de casos graves e mortes no país. Autoridades e especialistas em saúde pública alertam que, mesmo com a pandemia oficialmente controlada, a baixa cobertura vacinal pode facilitar novos surtos e agravar quadros entre grupos vulneráveis.
Dados do Ministério da Saúde mostram que foram distribuídas cerca de 21,9 milhões de doses de vacina contra a covid no Brasil em 2025, mas apenas cerca de 8 milhões foram aplicadas, o que representa menos de 40% do total disponível. Essa adesão abaixo do planejado reforça a preocupação de autoridades sanitárias com a eficácia da proteção coletiva.
A plataforma Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que monitora casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), registrou em 2025 mais de 10,4 mil casos graves de covid-19 confirmados por teste laboratorial e aproximadamente 1,7 mil mortes pela doença no ano passado. Esses números podem aumentar à medida que dados são atualizados nos sistemas de vigilância.
Uma das maiores dificuldades identificadas na cobertura vacinal é a percepção reduzida de risco pela população. Com a diminuição dos casos e mortes depois das campanhas iniciais, muitos brasileiros deixaram de procurar os postos de saúde para completar o esquema vacinal ou tomar doses de reforço, especialmente entre crianças e adultos jovens. Especialistas ressaltam que a covid-19 ainda não desapareceu e pode causar novos episódios de transmissão e gravidade.
Desde 2024, a vacina contra a covid-19 foi incorporada ao calendário infantil e também indicada periodicamente para gestantes, idosos e grupos especiais. Apesar disso, a cobertura ainda não alcançou níveis considerados ideais para uma proteção comunitária adequada.
Profissionais de saúde e autoridades sanitárias insistem que manter a vacinação atualizada é crucial para evitar que a covid volte a circular com mais intensidade, prevenir hospitalizações e reduzir mortalidade. Esse chamado é reforçado diante da possibilidade real de surgimento de novas variantes que podem ser mais transmissíveis ou causar quadros mais graves.
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