Cirurgia robótica leva retirada de cálculos nos rins a outro patamar

Marina Roveda Publicado em 30/09/2022, às 07h37
Além da água que é filtrada por esses órgãos para formar a urina, todo o resíduo proveniente do metabolismo do organismo, outras substâncias, como cálcio, ácido úrico e oxalato, passam pelos rins. Se esses elementos estão em grande quantidade e há pouco líquido para dissolvê-los, eles se aglomeram e se transformam nas pedras que têm tamanho bastante variado. Quando são bem pequenas, normalmente são expelidas naturalmente. Mas, em alguns casos elas ficam retidas no organismo e podem desencadear complicações. “Podem ocorrer infecções ou o deslocamento do cálculo, levando à obstrução de um dos ureteres, tubos que ligam os rins à bexiga, provocando dor, febre e vômito, entre outros sintomas”, explica o urologista Fernando Leão, do Hospital Israelita Albert Einstein em São Paulo e em Goiânia.
Para evitar que isso aconteça, o médico precisa fazer um procedimento para retirá-lo. Em alguns casos ele é feito por via endoscópica, introduzindo um pequeno tubo com uma câmera pela uretra do paciente até chegar ao rim. Lá, ele dispara laser para fragmentar a pedra. Mas, dependendo do tamanho do cálculo e da sua localização, pode ser necessária uma cirurgia. Além das cirurgias endoscópicas, pode ser necessário realizar cirurgias abertas para tratar os cálculos que não tiveram êxito com as técnicas minimamente invasivas. E quando necessário a cirurgia robótica tem um papel fundamental no tratamento desses casos complexos.
A cirurgia robótica é uma excelente opção nesses casos. As pinças utilizadas são mais delicadas e são capazes de se movimentar em 360 graus no próprio eixo, o que possibilita que o especialista tenha acesso a melhores ângulos sem ter que reposicionar o equipamento. Além disso, as incisões são menores, os movimentos são mais firmes e o médico, que tem muito menos desgaste, já que opera sentado, tem uma visão melhor do que está acontecendo dentro do organismo da pessoa, pois as imagens que são projetadas em uma tela são feitas com uma câmera 3D de alta definição que permite bastante ampliação para que o especialista tenha acesso aos mínimos detalhes. “Graças a tudo isso a recuperação do pacienteé muito mais rápida e confortável”, diz Leão.
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