A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) inaugurou hoje (23) um novo laboratório que vai auxiliar o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) no

Redação Publicado em 23/11/2021, às 00h00 - Atualizado às 20h59
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) inaugurou hoje (23) um novo laboratório que vai auxiliar o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) no controle de qualidade das vacinas e outros produtos de seu portfólio. A construção da nova estrutura durou sete meses e busca suprir o aumento da demanda gerado pela produção da vacina contra a covid-19.

Localizado no Complexo Tecnológico de Vacinas (CTV), o Laboratório Físico-químico (Lafiq) representa a chegada à “última fase do planejamento de internalização da produção da vacina covid-19 em parceria com a AstraZeneca”, segundo o diretor de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Mauricio Zuma.
“Foi um trabalho muito árduo, com muitas etapas cumpridas, e agora nós finalizamos aumentando a nossa capacidade de controle de qualidade”, disse o executivo em texto publicado pela Agência Fiocruz de Notícias.
Bio-Manguinhos trabalha na incorporação da tecnologia da vacina contra covid-19 desde que assinou o contrato com a farmacêutica europeia, em 2020. O instituto primeiro começou a produzir a vacina a partir de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado, e agora se prepara para fornecer ao Programa Nacional de Imunizações vacinas com IFA fabricado em suas instalações.
O instituto já concluiu a produção de cinco lotes de IFA nacional, dos quais quatro foram liberados internamente e se encontram em estudos de comparabilidade no exterior. Outros três lotes se encontram em processamento.
A Fiocruz explicou que o controle de qualidade para a liberação de um lote de vacina contra covid-19 com IFA importado requer 151 análises físico-químicas, número que sobe para 233 quando a produção do IFA passa a ser nacionalizada. A fundação comemora o novo laboratório “que vem dar sustentabilidade à etapa de controle de qualidade, considerando todo o portfólio de vacinas produzidas pelo instituto”.
Antes da pandemia, Bio-Manguinhos produzia anualmente 120 milhões de vacinas de diferentes tipos para disponibilização gratuita no Sistema Único de Saúde. Em 2021, essas vacinas continuaram a ser produzidas, e a fundação fabricou ainda 135 milhões de doses da vacina contra a covid-19.
Tal aumento na produção de vacinas fez com que o número de análises físico-químicas nas doses prontas saltasse de 2,6 mil, em 2020, para 5 mil, nos primeiros 10 meses de 2021.
Somente a infraestrutura do novo laboratório, sem contar a aquisição de novos equipamentos, custou R$ 19 milhões. Esse valor foi pago com a ajuda de doações de empresas privadas, que possibilitaram ainda a realização de adequações da planta industrial onde o IFA nacional está em produção.
Segundo a Fiocruz, até o momento, o total de recursos captados é de R$ 505,6 milhões, o que viabilizou ações como a construção de duas centrais analíticas, a adaptação da fábrica de vacinas, a aquisição de usinas de oxigênio para a Região Amazônica, o apoio à construção do Centro Hospitalar Covid-19, a doação de milhares de equipamentos de proteção individual e equipamentos para rede hospitalar do SUS e a distribuição de 80 mil cestas básicas.
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Agencia Brasil
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