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COLUNA

Não É Burnout. É Pior

O colapso tem nome - mas a erosão silenciosa, quase ninguém reconhece.

Imagem: Reprodução
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Queila C. Martines Publicado em 03/06/2026, às 09h15


Por Queila Cordeiro | Pastora, Teóloga e Mentora de Mulheres

Todo mundo já ouviu falar em burnout. Virou diagnóstico, manchete, conversa de consultório. E está certo que seja assim,o esgotamento clínico é real e precisa de atenção. Mas existe outro estado, anterior a ele, que quase ninguém nomeia. E é exatamente por não ter nome que ele dura tanto.

O burnout derruba. Você sente que não consegue mais o corpo para, a mente trava, o choro vem sem aviso. É visível. É inegável. A erosão emocional, não. Ela não derruba. Ela esvazia. Devagar. Sem drama. Sem data de início.

A mulher em erosão ainda funciona. Acorda, trabalha, cuida, resolve. Por fora, tudo em ordem. Por dentro, algo foi se apagando, a leveza, o prazer nas pequenas coisas, a sensação de estar presente de verdade. Ela não entrou em colapso. Ela foi, silenciosamente, desaparecendo de si mesma.

É por isso que ela não pede ajuda. Não há motivo aparente. A vida está organizada. E justamente aí está o perigo: a erosão se alimenta do silêncio de quem ainda consegue fingir que está bem.

Reconhecer esse estado não é fraqueza. É o ato de coragem mais honesto que uma mulher pode ter consigo mesma. Porque restauração verdadeira não começa quando você colapsa, começa quando você ousa dizer: preciso de cuidado.

Se você se reconheceu aqui, não sofra calada. Busque uma amiga, um psicólogo, um terapeuta ou uma líder espiritual. Pedir ajuda não é fraqueza é a decisão mais corajosa que você pode tomar. Na proxima semana, vamos falar sobre um silencio ainda mais pesado: o que mora dentro de certos relacionamentos.

REFLEXÃO PESSOAL

Pegue um caderno. Responda com honestidade:
Você está em colapso  ou em erosão silenciosa?
 Como você descreveria o que sente?
Há quanto tempo você está funcionando, mas não vivendo?
Quem é a pessoa ou espaço seguro para o qual você poderia pedir ajuda hoje?


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