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Transporte público

Aquático-SP completa dois anos, soma mais de 1,1 milhão de passageiros e se consolida como alternativa de mobilidade na Zona Sul de São Paulo

Sistema hidroviário na represa Billings reduziu o tempo de deslocamento de 1h20 para cerca de 17 minutos e ampliou a conexão entre bairros

Alternativa promove dinâmica de circulação em regiões historicamente distantes, facilitando o dia a dia de moradores - Imagem: Sérgio Barzaghi | PrefSP
Alternativa promove dinâmica de circulação em regiões historicamente distantes, facilitando o dia a dia de moradores - Imagem: Sérgio Barzaghi | PrefSP

Redação Publicado em 25/05/2026, às 08h00


O sistema hidroviário Aquático-SP completou dois anos de operação e vem se consolidando como uma das iniciativas recentes de mobilidade urbana na cidade de São Paulo. Implantado na represa Billings, conecta áreas da Zona Sul que, historicamente, dependiam de trajetos longos por vias terrestres. 

Com a operação regular, o serviço contribuiu para a redução do tempo de viagem em alguns percursos, que passaram de até 1h20 para cerca de 17 minutos. Desde o início das atividades, em maio de 2024, mais de 1,1 milhão de passageiros já utilizaram o sistema, segundo dados operacionais.

Atualmente, seis embarcações compõem a frota em circulação diária. Em abril deste ano, foram registrados mais de 61 mil embarques, o que indica a consolidação gradual na rotina de deslocamento dos usuários da região atendida.

Além do impacto na mobilidade, o Aquático-SP também tem provocado efeitos na dinâmica urbana e econômica do entorno. Comerciantes relatam aumento no fluxo de pessoas e maior movimentação em áreas próximas às estações desde o início da operação do serviço.

A avaliação positiva do serviço também aparece nos índices de satisfação dos passageiros. Pesquisa realizada pela SPTrans aponta aprovação de 90,3%, com destaque para a limpeza das embarcações (97,5%) e o conforto durante o trajeto (93,7%).

Serviço poderá alcançar novas rotas

Diante dos resultados positivos obtidos nos dois primeiros anos, a Prefeitura de São Paulo mantém estudos para levar o sistema hidroviário a outras regiões. Entre as possibilidades em análise estão a extensão das rotas na própria represa Billings, na região do Apurá, e a implantação de um novo trecho na represa Guarapiranga.

A expansão prevista está incluída no Plano de Metas da gestão municipal e busca fortalecer o transporte hidroviário como alternativa integrada ao sistema de mobilidade da capital, especialmente em áreas marcadas por longas distâncias, alta dependência de ônibus e congestionamentos frequentes.


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