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Golpe de Estado

Testemunhas dos núcleos 2, 3 e 4 do golpe são ouvidas no STF

Após os depoimentos, o STF dará seguimento às alegações finais, que definirão o futuro dos réus envolvidos no esquema golpista

Ministro Alexandre de Moraes é o relator do caso - Imagem: Reprodução / Agência Brasil / Valter Campanato
Ministro Alexandre de Moraes é o relator do caso - Imagem: Reprodução / Agência Brasil / Valter Campanato

William Oliveira Publicado em 14/07/2025, às 10h09


A partir desta segunda-feira (14), o Supremo Tribunal Federal (STF) inicia as audiências para ouvir testemunhas de acusação e defesa nos núcleos 2, 3 e 4 relacionados ao suposto esquema golpista investigado pela Corte. Mauro Cid, ex-ajudante de ordens, será ouvido novamente como informante.

De acordo com a divisão feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o núcleo 2 é composto por seis réus, entre eles o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, acusado de liderar esforços para manter Jair Bolsonaro na presidência.

O núcleo 3 reúne 12 réus — 11 militares e um policial federal — acusados de planejar sequestros e homicídios de autoridades. Já o núcleo 4 é investigado por disseminação de desinformação.

As audiências serão realizadas por videoconferência, com início pelas testemunhas do núcleo 2: Éder Lindsay Magalhães Balbino (empresário ligado ao relatório sobre as urnas eletrônicas), Clebson Ferreira de Paula Vieira (ex-analista de inteligência do Ministério da Justiça) e Adiel Pereira Alcântara (ex-coordenador de Inteligência da PRF). Eles já haviam sido ouvidos anteriormente no processo contra o chamado "núcleo central", que inclui Bolsonaro, o general Walter Braga Netto e o ex-ministro Anderson Torres.

Para evitar interferências entre os depoimentos, as audiências ocorrem de forma restrita. A imprensa poderá acompanhar a transmissão em sala reservada no STF, sem permissão para gravações.

Após os depoimentos da acusação, será a vez das testemunhas de defesa dos 25 réus. As oitivas do núcleo 2 ocorrem entre 15 e 21 de julho; do núcleo 3, entre 21 e 23; e do núcleo 4, nos dias 15 e 16, com sessões programadas para manhã e tarde.

Entre os convocados pela defesa estão o ex-comandante do Exército, general Freire Gomes; o ex-comandante da Aeronáutica, brigadeiro Baptista Junior; o delegado da PF Fábio Shor, responsável pelo inquérito; além dos senadores Ciro Nogueira e Valdemar Costa Neto e o ministro da Defesa, José Mucio.

Enquanto isso, o núcleo 1 do processo avança para a reta final. No fim de junho, o ministro Alexandre de Moraes declarou encerrada a fase de instrução e estabeleceu prazo de 15 dias para entrega das alegações finais. A Procuradoria deveria apresentar seu parecer até hoje (14). As demais manifestações, incluindo a do delator Mauro Cid, devem ser entregues até a primeira quinzena de agosto.

As alegações finais são documentos em que acusação e defesa apresentam suas versões e provas. Após essa etapa, Moraes elaborará seu voto, que será levado a julgamento para decidir se os réus serão condenados ou absolvidos.


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