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JUSTIÇA

STF reforça vigilância sobre Bolsonaro em prisão domiciliar

Medida busca garantir cumprimento de cautelares em investigações sobre tentativa de golpe de Estado envolvendo o ex-presidente

A decisão do STF atende a um pedido da PGR, que apontou risco de fuga do ex-presidente durante investigações em curso - Imagem: Reprodução / Agencia O Globo / Brenno Carvalho
A decisão do STF atende a um pedido da PGR, que apontou risco de fuga do ex-presidente durante investigações em curso - Imagem: Reprodução / Agencia O Globo / Brenno Carvalho

William Oliveira Publicado em 30/08/2025, às 10h57


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado (30) que a residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar em Brasília, seja monitorada presencialmente. A medida busca garantir o cumprimento das medidas cautelares impostas no âmbito das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado que tramitam na Corte.

A decisão prevê que todos os veículos que saírem da propriedade de Bolsonaro sejam submetidos a inspeções rigorosas, incluindo compartimentos e porta-malas. As vistorias devem ser registradas, com identificação de motoristas e passageiros, e os relatórios enviados diariamente ao Judiciário.

A medida atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou aumento no risco de fuga do ex-presidente. Na sexta-feira (29), o procurador-geral Paulo Gonet afirmou que não há indícios de situação crítica dentro da residência.

O documento oficial também considera a supervisão visual não presencial da área externa da propriedade, sem gravação, como alternativa cautelar necessária.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (SEAPE) confirmou que está cumprindo a ordem judicial, mas não comentou sobre as operações em andamento.

O julgamento do “núcleo 1” da ação penal, que investiga a tentativa de golpe, começa na próxima terça-feira (2). Os réus incluem o ex-presidente Bolsonaro, ex-ministros de Estado e Mauro Cid, tenente-coronel e ex-ajudante de ordens.

Composição do "Núcleo 1"

  • Jair Bolsonaro (ex-presidente da República);
  • Alexandre Ramagem (deputado federal e ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência, Abin);
  • Almir Garnier Santos (almirante e ex-comandante da Marinha);
  • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça);
  • Augusto Heleno (general da reserva e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, GSI);
  • Mauro Cid (tenente-coronel e ex-ajudante de ordens da Presidência);
  • Paulo Sérgio Nogueira (general e ex-ministro da Defesa);
  • Walter Braga Netto (general da reserva e ex-ministro da Casa Civil e da Defesa).

Esses indivíduos são acusados de tentativas violentas de abolição do Estado Democrático de Direito, conspiração para um golpe de Estado, envolvimento em organização criminosa armada, danos qualificados e destruição de patrimônio tombado.


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