Diário de São Paulo
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STF autoriza retorno de Daniel Vorcaro à sala especial na sede da PF em Brasília

Ministro André Mendonça atendeu pedido da defesa e determinou transferência do empresário após manifestação da PGR sobre riscos de segurança

Investigado por fraudes, Vorcaro amplia proposta para tentar destravar acordo - Imagem: Reprodução
Investigado por fraudes, Vorcaro amplia proposta para tentar destravar acordo - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 22/05/2026, às 17h01 - Atualizado às 17h21


O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta sexta-feira (22), a transferência do banqueiro Daniel Vorcaro para uma sala de Estado-maior na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O espaço é o mesmo onde o ex-presidente Jair Bolsonaro permaneceu detido anteriormente.

Na decisão, Mendonça considerou uma manifestação da Procuradoria-Geral da República que apontou riscos relacionados à permanência do empresário em cela comum. Entre os argumentos apresentados estão a grande repercussão do caso, a exposição midiática e a possibilidade de contato com outros investigados ligados à suposta organização criminosa.

Antes da autorização, Vorcaro estava submetido às regras internas da Polícia Federal para presos em cela comum, incluindo restrições para visitas e atendimentos de advogados. A defesa havia solicitado, na quinta-feira (21), a transferência do banqueiro para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito, conhecido como Papudinha.

Delação enfrenta resistência da PF.

A mudança ocorre em meio ao impasse envolvendo as negociações de uma possível delação premiada. A Polícia Federal rejeitou a proposta apresentada por Vorcaro, sob avaliação de que o material entregue acrescentava poucas informações inéditas às investigações e preservava pessoas próximas ao empresário. Apesar disso, a PGR ainda pode analisar um eventual acordo de colaboração de forma independente.

Investigado por suspeitas de fraudes financeiras bilionárias, Vorcaro teria elevado de R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões a proposta de ressarcimento aos cofres públicos caso um acordo com a Procuradoria avance. A possível colaboração é vista por investigadores como uma peça que pode ampliar o alcance das apurações.

Em meio às negociações frustradas, o advogado José Luis Oliveira Lima deixou oficialmente a defesa do banqueiro após a negativa da Polícia Federal em fechar o acordo de delação.


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