Depois de seis meses de trabalhos, a última sessão da CPI da Prevent Senior na Câmara Municipal de São Paulo aconteceu nesta segunda-feira (4). Os vereadores

Redação Publicado em 04/04/2022, às 00h00 - Atualizado às 13h08
Depois de seis meses de trabalhos, a última sessão da CPI da Prevent Senior na Câmara Municipal de São Paulo aconteceu nesta segunda-feira (4). Os vereadores aprovaram o relatório final da comissão, que pede o indiciamento de 20 pessoas.
Entre elas, estão os donos da operadora de saúde, Eduardo e Fernando Parrillo, além do ex- diretor-executivo da operadora, Pedro Benedito Batista Junior.
Os indiciamentos estão relacionados a cinco crimes principais, que constam no relatório final: homicídio e tentativa de homicídio, perigo para a vida ou saúde de outrem, omissão de socorro, crime contra a humanidade e crime de falsidade ideológica.
Esses crimes têm ligação com o uso de medicamentos ineficazes, o chamado ‘kit covid’, a omissão de socorro por causa do relato de vários pacientes que prestaram depoimento, e ainda pesquisas em seres humanos sem a autorização dos órgãos competentes.
O relatório final será encaminhado para o Ministério Público, que irá decidir se prosseguirá com os indiciamentos.

Reunião da CPI da Prevent Senior na Câmara Municipal de São Paulo — Foto: Richard Lourenço/Rede Câmara
O plenário da Câmara Municipal de São Paulo aprovou no dia 30 de setembro a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as ações da operadora de saúde Prevent Senior na capital paulista durante a pandemia de Covid-19.
O requerimento da CPI foi apresentado pelo vereador Antonio Donato (PT). Ao protocolar o pedido na casa, o vereador do PT sustentou que era necessário criar a comissão no âmbito municipal por causa do fim da CPI da Covid no Senado Federal, que, segundo ele, não conseguirá apurar a fundo os fatos envolvendo a operadora de saúde em São Paulo.
A CPI foi instalada no dia 7 de outubro, e elegeu os nomes que iriam liderar a comissão. O vereador Antônio Donato (PT) foi eleito presidente, o médico Paulo Frange (PTB) o relator e a vice-presidência ficou com o vereador Celso Gianazzi (PSOL). Os demais vereadores que compuseram o grupo foram Milton Ferreira (Podemos) e Xexéu Trípoli (PSDB).
Em 2021, a última sessão foi realizada no dia 16 de dezembro. Após o recesso parlamentar, a CPI da Prevent Senior na Câmara Municipal de São Paulo retomou os trabalhos de 2022 no dia 10 de fevereiro, com os depoimentos de familiares de pacientes e ex-funcionários da operadora.
Neste ano, o destaque foram as consecutivas faltas aos depoimentos dos donos da operadora de saúde Prevent Senior, Eduardo e Fernando Parrillo.
Em depoimento no dia 3 março, três diretores da operadora de saúde confirmaram que houve prescrição de medicamentos na rede do chamado “kit Covid”, mas afirmaram que os médicos tinham autonomia para indicar os remédios aos pacientes.
Prestaram depoimento os diretores-executivos Sérgio Lotze e Álvaro Razuk, que são responsáveis pelas áreas de expansão e pelo Instituto Prevent Senior de pesquisa, respectivamente. Também prestou depoimento o médico Pedro Benedito Batista Junior, que era diretor-executivo da operadora.
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G1
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