Novo levantamento mostra crescimento de Lula no primeiro e no segundo turno. Pesquisa também avaliou os impactos do caso Banco Master e das tensões comerciais envolvendo o governo Trump.

Redação Publicado em 10/06/2026, às 10h29
A pesquisa Genial/Quaest revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro na disputa presidencial de 2026, com 44% contra 38% no segundo turno, afastando-se do empate técnico anterior.
Lula também lidera no primeiro turno com 39% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro registra 29%, refletindo uma mudança significativa em relação a meses anteriores, quando Bolsonaro estava à frente ou empatado.
Fatores como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e a repercussão negativa da crise do Banco Master para Bolsonaro contribuíram para a nova dinâmica eleitoral, com Lula mantendo vantagem em cenários contra outros candidatos da direita.
A mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (10), aponta uma mudança importante no cenário da disputa presidencial de 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tanto no primeiro quanto no segundo turno, deixando para trás o cenário de empate técnico registrado no levantamento anterior.
No principal cenário de segundo turno, Lula aparece com 44% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro. O resultado representa uma vantagem de seis pontos percentuais para o atual presidente e coloca a disputa fora da margem de erro da pesquisa, estimada em dois pontos percentuais.
O levantamento também mostra uma mudança significativa em relação aos meses anteriores. Em abril, Flávio Bolsonaro chegou a aparecer numericamente à frente de Lula. Já em maio, os dois estavam tecnicamente empatados. Agora, o petista volta a abrir vantagem de forma mais confortável.
No cenário de primeiro turno, Lula também lidera com folga. O presidente registra 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 29%. Os demais pré-candidatos aparecem bem atrás, com índices que variam entre 1% e 3%.
Segundo o cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest, alguns fatores ajudaram a fortalecer a posição de Lula. Entre eles estão a repercussão positiva da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, os efeitos do programa Desenrola e a melhora na circulação de notícias consideradas favoráveis ao governo federal.
Do lado da oposição, a pesquisa identificou desgaste para Flávio Bolsonaro após a repercussão envolvendo sua relação com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O levantamento aponta crescimento no número de brasileiros que acreditam que a crise envolvendo a instituição financeira pode afetar politicamente a família Bolsonaro.
Outro ponto destacado pelos pesquisadores é o impacto das discussões envolvendo possíveis tarifas adicionais anunciadas pelo governo de Donald Trump contra produtos brasileiros. Segundo a análise da Quaest, o tema não trouxe ganhos eleitorais para o senador.
A pesquisa também simulou cenários de segundo turno contra outros nomes da direita. Lula aparece à frente de Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), mantendo vantagem em todos os cenários testados.
O levantamento ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
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