Siqueira Júnior vai pedir perícia de áudio atribuído a Avalanche em suposto diálogo com integrantes da facção

Jair Viana Publicado em 08/09/2024, às 15h18 - Atualizado às 18h08
Diante de reportagens que apontam um suposto elo entre o presidente do PRTB, Leonardo Avalanche, e o Primeiro Comando da Capital (PCC), maior facção criminosa do Brasil, o advogado Paulo Hamilton Siqueira Júnior garante que a informação não passa de "fake news", prometendo acionar a polícia e a Justiça contra "essa injustiça, que ofende a personalidade de Leonardo", afirmou.
Avalanche vem sendo alvo de reportagens que fazem a ligação entre ele e a organização criminosa. O primeiro passo para mitigar os prejuízos causados pela informação será o registro de um boletim de ocorrência na Polícia Civil, denunciando crimes de difamação e calúnia que teriam sido praticados por alguns veículos e jornalistas. A decisão confirma a fala do candidato a prefeito pelo partido, o empresário Pablo Marçal, durante uma entrevista na semana passada.
O fato mais grave apontado por Avalanche para comunicar à polícia e dar início a um inquérito foi a reportagem publicada pela Folha e repercutida por outros veículos, sobre um áudio em que ele supostamente travaria um diálogo com um líder da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). A reportagem indica que um dos interlocutores seria Avalanche.
Com a experiência de ex-juiz eleitoral, Siqueira Júnior entende que a imprensa não pode ser censurada, mas deve ser questionada sobre o que publica. Ele argumenta que a reportagem sobre o suposto elo com o PCC "difama a personalidade do presidente Avalanche", disse.
Após a abertura do inquérito, o advogado pretende pedir uma perícia para provar que a voz que aparece no áudio divulgado não é de Avalanche. "Aquilo (a voz) não é dele", garantiu. Avalanche é o líder do partido e o principal articulador da campanha de Pablo Marçal.
A REPORTAGEM
Na conversa publicada, em que o áudio foi reproduzido, o homem cuja voz foi atribuída ao presidente do PRTB demonstraria ter influência sobre a facção criminosa. No diálogo, falam sobre a defesa de um membro do grupo. Em um dos trechos, o homem, que, assim como Avalanche, também é advogado, relata suas vantagens em sua atuação junto ao PCC.
Registrar a ocorrência foi um compromisso que Leonardo Avalanche firmou com Pablo Marçal para desfazer o mal-entendido criado pelas reportagens. Durante uma entrevista coletiva, Marçal reafirmou sua confiança em Avalanche e disse esperar que ele cumprisse a promessa de denunciar o caso às autoridades.
FIDELIDADE
Durante a coletiva, Marçal falou de sua fidelidade ao presidente do partido, que, segundo ele, garantiu sua candidatura mesmo tendo recebido propostas milionárias de pessoas nas esferas federal, estadual e municipal "para derrubar minha candidatura", relatou. Neste ponto, o candidato reafirmou sua esperança no registro do boletim de ocorrência. "Espero que aquela conversa sincera sobre processar os jornalistas se concretize e que você consiga indenização e espaço em todos os lugares, por vincularem vocês aí, sem provas", afirmou.
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