Diário de São Paulo
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Presidente da CPMI do INSS reage a liminar do STF sobre Vorcaro: "Interfere, prejudica e atrasa"

Senador Carlos Viana critica decisão de André Mendonça e tenta garantir depoimento do empresário à comissão

Carlos Viana conduz trabalhos da CPMI do INSS - Imagem: Geraldo Magela/Agência Senado
Carlos Viana conduz trabalhos da CPMI do INSS - Imagem: Geraldo Magela/Agência Senado

Lívia Gennari Publicado em 23/02/2026, às 21h20


O presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana, voltou a questionar a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que liberou o empresário Daniel Vorcaro de comparecer ao depoimento marcado pela comissão. Para Viana, a liminar representa mais um obstáculo ao avanço das investigações.

A medida atendeu a um pedido de defesa do proprietário do Banco Master, que alegou ausência de garantias para sua oitiva. A CPMI, no entanto, já havia organizado a logística para que Vorcaro fosse escoltado pela Polícia Legislativa de São Paulo até Brasília.

Viana afirmou ter acionado a Advocacia do Senado para recorrer da decisão, em busca de restabelecer a obrigação do depoimento.

“Aqui ele não terá nenhum privilégio. Vou lutar pela presença dele aqui.”, afirmou o senador.

Diante do impasse, a CPMI também articula um pedido ao Supremo para estender o prazo de investigação, atualmente previsto para terminar em 28 de março. Integrantes alegam que decisões judiciais e contratempos operacionais reduziram o tempo útil de apuração.

Enquanto isso, pessoas próximas a Vorcaro afirmam que ele avalia prestar esclarecimentos ao grupo de trabalho da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, alternativa que não está descartada pela defesa do empresário.

Os membros da CPMI seguem reunindo documentos e depoimentos enquanto aguardam a definição sobre o futuro do prazo e a possibilidade de reverter a liminar.


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