Roberta Luchsinger é apontada pela Polícia Federal como beneficiária de repasses milionários ligados a suposto esquema liderado por Antônio Camilo Antunes.

Ana Beatriz Publicado em 10/04/2026, às 15h17
A Polícia Federal intimou a empresária Roberta Luchsinger a depor sobre um esquema de desvios de aposentadorias do INSS, em que ela é mencionada devido à sua proximidade com Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula.
A investigação, parte da Operação Sem Desconto, revelou repasses de R$ 1,5 milhão à empresária, feitos por Antônio Camilo Antunes, o 'Careca do INSS', e aponta fraudes que prejudicaram beneficiários do sistema previdenciário.
Roberta já prestou esclarecimentos por escrito e não comparecerá a novo depoimento, enquanto a Polícia Federal continua a apuração para esclarecer a natureza dos pagamentos e identificar outros envolvidos no esquema.
A Polícia Federal intimou a empresária Roberta Luchsinger a prestar depoimento no âmbito do inquérito que apura um esquema de desvios de aposentadorias e benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A investigada é conhecida por manter proximidade com Fábio Luís Lula da Silva, um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo informações da investigação, a defesa de Roberta comunicou à Polícia Federal que a empresária já havia prestado esclarecimentos por escrito e que, neste momento, não teria interesse em comparecer para novo depoimento presencial.
O nome da empresária surgiu durante uma das fases da Operação Sem Desconto, deflagrada em dezembro. A operação tem como foco desarticular um suposto esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões, prática que pode ter causado prejuízos relevantes a beneficiários do sistema previdenciário.
De acordo com a Polícia Federal, foram identificados repasses que somam cerca de R$ 1,5 milhão feitos à empresária. Os valores teriam sido transferidos pelo empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos principais articuladores do esquema investigado.
As apurações indicam que o grupo suspeito atuava por meio de cobranças irregulares aplicadas diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas, muitas vezes sem o consentimento dos titulares. A prática envolvia, segundo os investigadores, a utilização de entidades e intermediários para viabilizar os descontos, que posteriormente eram distribuídos entre os participantes do esquema.
A inclusão de Roberta Luchsinger na investigação ocorreu após análise de movimentações financeiras consideradas atípicas pelos órgãos de controle. A Polícia Federal busca agora esclarecer a natureza dos pagamentos recebidos e verificar se há vínculo direto entre os valores e o suposto esquema de fraudes.
Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre o caso, e os investigados seguem sob análise das autoridades. A investigação continua em andamento, com novas diligências previstas para aprofundar o rastreamento de recursos e identificar outros possíveis envolvidos.
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