A estimativa de arrecadação é de R$ 1,1 bilhão, mas críticos veem perseguição aos CACs

Marina Roveda Publicado em 02/11/2023, às 10h36
Os membros da bancada da bala na Câmara dos Deputados não esconderam sua insatisfação em relação ao recente decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ampliou a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em até 55% para armas de fogo e munições. O presidente da bancada, Alberto Fraga (PL-DF), foi além e apresentou um projeto de lei para revogar a decisão de Lula.
Para os parlamentares da bancada, o decreto representa uma "política revanchista e puramente ideológica". Eles acreditam que o governo está tentando dificultar o acesso da população a armas de fogo, que muitos brasileiros consideram essenciais para autodefesa e proteção de propriedades.
Fraga argumentou que o governo não está apresentando soluções eficazes para combater o aumento da criminalidade e a expansão do crime organizado. Em vez disso, a medida está prejudicando financeiramente os brasileiros que desejam adquirir armas para sua própria segurança.
O decreto modifica uma ação anterior, realizada em julho de 2022, que havia reduzido a alíquota do IPI para esses produtos. Segundo os deputados da bancada da bala, o governo está adotando ações que somente afetam negativamente a população de bem, enquanto criminosos continuam tendo fácil acesso a armas de fogo.
Além disso, eles destacam o impacto negativo em toda a cadeia produtiva, desde a fabricação até a venda ao consumidor, e alertam sobre o risco de desemprego e falências.
O governo federal estima que a medida pode arrecadar até R$ 1,1 bilhão entre 2024 e 2026, com R$ 342 milhões em 2024, R$ 377 milhões em 2025 e R$ 414 milhões em 2026. No entanto, os membros da bancada da bala veem essa ação como uma perseguição aos CACs (caçadores, atiradores e colecionadores), que já passam por rigorosas etapas para obter autorização para portar armas de fogo para proteção pessoal.
Desde o retorno de Lula à Presidência, o governo tem adotado políticas mais rígidas de controle sobre armamentos e munições. O ministro da Justiça, Flávio Dino, tornou-se alvo frequente de críticas da Comissão de Segurança Pública, que o convoca regularmente para prestar esclarecimentos.
Leia também

Relembre a Lei Mariana Ferrer, criada após revolta com audiência do caso

Anac autoriza duas novas companhias aéreas internacionais a operar no Brasil

Incêndio destrói galpão de distribuidora de autopeças na Lapa, em São Paulo

Investigado por suposta falsificação de peças de luxo já foi denunciado pelo GAECO em caso de roubo de cargas

São Paulo entra em alerta para temporais, ventos fortes e queda brusca de temperatura

STF oficializa fim da aposentadoria compulsória como punição máxima para juízes

Influenciadora rebate críticas por namoro com ex-presidente da CBF 53 anos mais velho

Metrô de São Paulo distribui álbuns da Copa do Mundo e promove ação solidária com figurinhas repetidas

Torre Eiffel fecha as portas em meio a onda de calor histórica que castiga a França

Mulher é condenada a 66 anos de prisão por envenenar ovo de Páscoa e matar crianças no Maranhão