Defesa do ex-presidente tenta anular sentença de mais de 27 anos de prisão

Redação Publicado em 27/05/2026, às 14h02 - Atualizado às 14h44
O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta quarta-feira (27) que a Procuradoria-Geral da República se manifeste, no prazo de 20 dias, sobre o pedido apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para revisar a condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado.
O pedido foi protocolado no último dia 8 de maio e busca reverter a sentença que condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão no processo que apura a articulação de uma trama golpista após as eleições. A solicitação será analisada pelo próprio Nunes Marques, relator da ação no STF.
Na decisão, o ministro justificou a ampliação do prazo dado à PGR — normalmente fixado em 10 dias pelo Código de Processo Penal — alegando a complexidade do caso. Segundo ele, o fato de o processo envolver um ex-presidente da República exige uma análise mais detalhada por parte do Ministério Público Federal.
A revisão criminal é um mecanismo jurídico utilizado por condenados que já esgotaram todas as possibilidades de recurso. Por meio dela, a defesa tenta convencer a Justiça de que houve irregularidades ou erros na decisão definitiva.
O que diz a defesa
Entre os pedidos apresentados pelos advogados de Bolsonaro está a anulação completa do processo. A defesa argumenta que o julgamento deveria ter ocorrido no plenário do STF, e não na Primeira Turma da Corte. Os advogados também pedem a invalidação da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid e de todas as provas derivadas dela.
Além disso, os representantes do ex-presidente alegam que houve cerceamento de defesa durante a tramitação da ação penal e solicitam a absolvição de Bolsonaro de todos os crimes atribuídos a ele.
No documento enviado ao Supremo, os advogados afirmam que a revisão busca corrigir um “erro judiciário” e sustentam que a atuação da Primeira Turma teria ferido o princípio do juiz natural dentro da própria Corte, comprometendo, segundo a defesa, a validade das decisões tomadas ao longo do processo.
Leia também

Mulher fica nua em UPA e ameaça matar os funcionários chamando eles de "anões de jardim"

O fim da Ordem Mundial: 2026 e o retorno do "cada um por si"

Passageira agride funcionárias da Latam durante confusão em aeroporto de Guarulhos

Documentos colocam em xeque denúncia sobre supostos funcionários fantasmas na saúde de São Paulo

Mulher sofre fraturas após agressão dentro de estação do Metrô em São Paulo

Dois homens morrem após intervenção policial durante perseguição em Osasco

Michelle ganha força no PL e terá papel decisivo na escolha da vice de Flávio Bolsonaro

Mulher sofre fraturas após agressão dentro de estação do Metrô em São Paulo

Hospital é condenado a indenizar casal por tratamento inadequado durante parto em SP

Polícia investiga esquema de falsificação de figurinhas da Copa do Mundo no interior de SP