Deputado federal do PL comentou ação da Polícia Federal que mira o líder do governo no Senado e relacionou o caso às denúncias de fraudes no INSS.

Redação Publicado em 19/06/2026, às 10h53
A nova fase da Operação Compliance Zero, realizada pela Polícia Federal, gerou reações no meio político, especialmente do deputado Nikolas Ferreira, que criticou a frequência de escândalos políticos no Brasil, fazendo alusão a investigações anteriores sobre fraudes no INSS.
A operação investiga o senador Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado, por supostas irregularidades relacionadas ao Banco Master, com indícios surgindo de mensagens encontradas no celular de um empresário ligado ao banco.
Além das buscas, a Justiça autorizou medidas como a suspensão de passaportes e restrições de contato entre os investigados, enquanto a apuração continua sob a supervisão do STF, sem acusações formais contra Wagner até o momento.
A nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18), provocou reações imediatas no meio político. Entre elas, a do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que utilizou as redes sociais para comentar as investigações envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado.
Em publicação feita após a divulgação dos detalhes da operação, Nikolas afirmou que o país vive uma sequência constante de escândalos políticos e comparou a repercussão do caso às investigações sobre fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
“O roubo do INSS ninguém fala mais… e sempre surge outro. O Brasil é um eterno escândalo”, escreveu o parlamentar.
A manifestação ocorreu horas depois de a Polícia Federal cumprir mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em endereços ligados a investigados por supostas irregularidades envolvendo o Banco Master.
Entre os alvos da operação está o senador Jaques Wagner, um dos principais aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e atual líder do governo no Senado Federal. As investigações buscam esclarecer se houve atuação em favor de interesses da instituição financeira em pautas debatidas no Congresso Nacional.
Segundo informações da PF, as suspeitas surgiram após a análise de mensagens encontradas no celular do empresário Augusto Lima, ex-sócio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Os investigadores apuram possíveis articulações relacionadas a projetos que poderiam beneficiar o Banco Master, incluindo propostas ligadas ao crédito consignado e a uma medida conhecida nos bastidores como “Emenda Master”.
Além das buscas, a decisão judicial autorizou medidas cautelares como a suspensão de passaportes e restrições de contato entre investigados.
A reação de Nikolas amplia a repercussão política do caso e reforça o discurso adotado por setores da oposição, que têm utilizado as investigações recentes para cobrar explicações do governo e de aliados da base governista.
Até o momento, Jaques Wagner não foi acusado formalmente de qualquer crime e segue sendo investigado no âmbito da operação. A apuração permanece sob supervisão do Supremo Tribunal Federal.
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