Manifestação marcada para 1º de março em São Paulo também terá atos em outras cidades e ocorre em meio às investigações sobre o Banco Master.

Ana Beatriz Publicado em 12/02/2026, às 23h46
O deputado federal Nikolas Ferreira convocou uma manifestação nacional da direita para o dia 1º de março, com o objetivo de exigir o impeachment do presidente Lula e de ministros do STF, em meio a um clima de tensão política relacionado a investigações sobre fraudes no Banco Master.
A convocação ocorre após a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso, que envolve menções a ele em investigações da Polícia Federal, e que também traz à tona sua relação com um resort no Paraná.
Com a relatoria agora sob responsabilidade do ministro André Mendonça, a manifestação promete intensificar a pressão sobre o governo e o Supremo, refletindo a crescente polarização política no país.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) convocou, nesta quinta-feira (12), uma manifestação nacional da direita marcada para o dia 1º de março. O ato, batizado de “Acorda Brasil”, está previsto para começar às 14h, na Avenida Paulista, em São Paulo, com mobilizações anunciadas também em outras cidades do país.
Em publicação na rede social X, o parlamentar afirmou que a manifestação defenderá o impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e dos ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
A convocação ocorre em um momento de tensão política envolvendo as investigações sobre o Banco Master, alvo de apurações da Polícia Federal por suspeitas de fraudes financeiras bilionárias. Na noite desta quinta-feira, Dias Toffoli deixou a relatoria do caso após reunião com os demais ministros do STF.
O encontro foi convocado pelo presidente da Corte, Edson Fachin, depois que a Polícia Federal informou ter identificado menções a Toffoli em mensagens extraídas dos aparelhos celulares de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
O material, que tramita sob sigilo, traz referências a negociações envolvendo o resort Tayayá, no Paraná. O ministro Toffoli admitiu ter sido sócio do empreendimento. Em nota divulgada nesta quinta-feira, ele declarou ser sócio da empresa Maridt, que vendeu participações no resort, por meio de fundos, a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.
Com a redistribuição, a relatoria do caso no STF passou para o ministro André Mendonça, que também conduz investigações relacionadas a fraudes no INSS.
A convocação do ato amplia a pressão política sobre o Supremo e o Palácio do Planalto, em um cenário de crescente polarização e mobilização nas redes sociais.
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