Diário de São Paulo
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Investigação na Saúde

MPF denuncia Rodrigo Manga por suspeita de desvio milionário na saúde

O prefeito afastado de Sorocaba, a esposa e outras 11 pessoas são acusados de integrar organização criminosa que teria direcionado contratos ao Iase; Justiça decidirá se torna grupo réu.

Manga é alvo de investigação que apura suposto esquema de desvio de recursos na área da saúde - Imagem: Reprodução
Manga é alvo de investigação que apura suposto esquema de desvio de recursos na área da saúde - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 14/02/2026, às 17h42


O prefeito afastado de Sorocaba, Rodrigo Manga, e sua esposa, Sirlange, foram denunciados pelo Ministério Público Federal por suposto desvio de recursos públicos na saúde, envolvendo contratos com o Instituto de Atenção à Saúde e Educação, com consequências legais que podem torná-los réus.

A denúncia inclui acusações de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, com o MPF considerando Manga uma figura central em um esquema de desvio de verbas municipais, que teria sido descoberto após investigações iniciadas por interceptações telefônicas.

Rodrigo Manga está afastado desde novembro, e a defesa alega que não houve irregularidades, prometendo esclarecer as acusações durante o processo judicial que se seguirá à aceitação da denúncia pela Justiça.

O Ministério Público Federal denunciou o prefeito afastado de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), a esposa dele, Sirlange, e outras 11 pessoas sob suspeita de participação em um esquema de desvio de recursos públicos na área da saúde. A acusação envolve contratos firmados entre a prefeitura e o Instituto de Atenção à Saúde e Educação (Iase). O casal nega irregularidades.

Na denúncia apresentada no fim de janeiro, o MPF atribui a Manga os crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Agora, caberá à Justiça decidir se aceita a acusação. Caso isso ocorra, os denunciados passarão à condição de réus no processo.

Rodrigo Manga está afastado do cargo desde novembro, por decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, tomada ainda durante a fase de investigação.

Segundo os procuradores, o prefeito era considerado “peça-chave” de uma organização criminosa estruturada para desviar verbas municipais por meio de contratos direcionados ao Iase. A apuração aponta que os recursos públicos teriam sido manipulados dentro de um esquema articulado para beneficiar a entidade.

O caso teve origem em investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Sul. A apuração começou após a interceptação de um áudio que mencionava o nome de Manga logo após as eleições de 2020. A informação foi compartilhada com autoridades paulistas, que deram continuidade às investigações.

Até o momento, a defesa do prefeito afastado e dos demais denunciados sustenta que não houve ilegalidades e que as acusações serão esclarecidas no curso do processo.


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