Ex-deputado federal foi preso em 2023 depois de resistir à ordem de detenção emitida pelo STF, utilizando granadas e disparando um fuzil contra policiais federais

William Oliveira Publicado em 09/12/2024, às 12h28
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou a favor da condenação do ex-deputado federal Roberto Jefferson, nesta segunda-feira (9). Jefferson é acusado de atentado ao exercício pleno dos Poderes, calúnia, homofobia e incitação ao crime.
Moraes propôs que o ex-parlamentar fosse condenado a nove anos, um mês e cinco dias de prisão, além de uma multa de R$ 200 mil por danos morais coletivos.
Essa ação penal foi movida após uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) em junho de 2022, que apresentou evidências de que Jefferson teria incentivado a invasão do Senado e a agressão a senadores. Ele também foi acusado de incitar a explosão do prédio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O julgamento aconteceu no plenário virtual do STF, e Moraes, que é relator do caso, espera que a decisão final seja tomada até sexta-feira (13), com a possível condenação ou absolvição de Jefferson.
Além das acusações de incitação à invasão do Congresso, Roberto Jefferson também foi denunciado por calúnia, por acusar o presidente do Senado de prevaricação, e por homofobia, ao afirmar que membros da comunidade LGBTQIA+ representavam a "demolição moral da família".
Em 2023, o ex-deputado foi preso depois de resistir à ordem de detenção emitida pelo STF, utilizando granadas e disparando um fuzil contra policiais federais.
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