Ministro do STF determina abertura de inquérito após publicação nas redes sociais e dá prazo de 60 dias para investigação da Polícia Federal.

Redação Publicado em 15/04/2026, às 09h27
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, abriu um inquérito para investigar o senador Flávio Bolsonaro por injúria contra o presidente Lula, após solicitação da Polícia Federal e do Ministério da Justiça, com prazo de 60 dias para as primeiras diligências.
A investigação se baseia em uma publicação de Flávio Bolsonaro que associa Lula a práticas criminosas, sendo considerada de amplo alcance e potencialmente danosa à honra do presidente, segundo a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República.
Moraes também decidiu retirar o sigilo do processo, que será analisado no STF devido ao foro privilegiado do senador, em um contexto de intensificação do debate político nacional com as eleições de 2026 se aproximando.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou a abertura de um inquérito para investigar o senador Flávio Bolsonaro por possível crime de injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A decisão atende a uma representação da Polícia Federal, solicitada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, e estabelece prazo de 60 dias para a realização das primeiras diligências.
A investigação tem como base uma publicação feita por Flávio Bolsonaro em janeiro de 2026, na qual o parlamentar associou Lula a práticas criminosas e a regimes estrangeiros. Segundo a Polícia Federal, o conteúdo foi divulgado em ambiente virtual de amplo alcance, o que amplia o potencial de dano à honra do chefe do Executivo.
No despacho, Moraes ressaltou que a manifestação foi pública e acessível a milhares de pessoas, configurando, em tese, a imputação de fatos criminosos sem comprovação. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou favoravelmente à abertura do inquérito, apontando indícios suficientes para apuração.
Além disso, o ministro determinou a retirada do sigilo do processo, entendendo não haver elementos que justifiquem a tramitação reservada. O caso será analisado no STF devido ao foro privilegiado do senador.
O episódio ocorre em meio ao acirramento do cenário político nacional, com a proximidade das eleições de 2026 e o avanço de investigações que envolvem figuras centrais do debate público.
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