O STF determinou a prisão de Jair Bolsonaro por 27 anos, tornando-o inelegível até 2060, após condenação por tentativa de golpe de Estado

William Oliveira Publicado em 26/11/2025, às 08h17
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seja notificado sobre a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na última terça-feira (25), Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, tornando-se inelegível por 35 anos.
A legislação brasileira, por meio da Lei da Ficha Limpa, estabelece que condenações proferidas por tribunais colegiados acarretam inelegibilidade de oito anos após o cumprimento da pena. Isso significa que o ex-presidente não poderá disputar eleições até 2060, quando terá 105 anos.
A condenação de Bolsonaro engloba cinco crimes distintos: tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada, tentativa de abolição do Estado democrático de Direito, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado. Antes dessa decisão, ele já era considerado inelegível até 2030 devido a uma sentença do TSE por abuso de poder político e econômico.
De acordo com determinação do STF, Bolsonaro cumprirá sua pena na Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília, em regime fechado. Durante a detenção, ele será submetido a exames médicos para avaliação de cuidados contínuos ao longo dos anos, garantindo acesso irrestrito a atendimento de saúde.
Dentre as medidas estabelecidas pela Corte, destacam-se:
Bolsonaro foi preso preventivamente no último sábado (22) em sua residência, onde cumpria prisão domiciliar. A decisão de Moraes ocorreu após a Polícia Federal informar tentativas do ex-presidente de romper a tornozeleira eletrônica. O magistrado apontou “elevado risco de fuga”, especialmente devido à presença de apoiadores nas proximidades do condomínio. Desde agosto, Bolsonaro estava sob prisão domiciliar por descumprimento de medidas cautelares relacionadas ao uso indevido das redes sociais.
A defesa do ex-presidente informou que pretende recorrer da decisão do STF. Em comunicado oficial, afirmou que apresentará embargos infringentes até o final da semana.
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