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Justiça

Moraes cobra comprovação técnica de cuidador indicado para acompanhar Bolsonaro em prisão domiciliar

Ministro do STF exige que defesa apresente qualificação profissional de irmão de Michelle antes de autorizar atuação

Moraes exige comprovação técnica de cuidador indicado para acompanhar Bolsonaro em casa - Imagem: Victor Piemonte / STF
Moraes exige comprovação técnica de cuidador indicado para acompanhar Bolsonaro em casa - Imagem: Victor Piemonte / STF

Redação Publicado em 06/04/2026, às 16h04


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, exigiu que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro comprove as qualificações do cuidador indicado para sua prisão domiciliar, ressaltando a necessidade de critérios técnicos para o acompanhamento médico.

Carlos Eduardo Antunes Torres, nomeado pela defesa, não apresentou comprovação de formação na área da saúde, o que levou Moraes a considerar a indicação insuficiente para atender às exigências do STF.

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde março, após tratamento de broncopneumonia, e deve cumprir restrições, incluindo limitações nas redes sociais, enquanto o Supremo reforça a importância da qualificação dos profissionais que o acompanham.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro comprove as qualificações profissionais do homem indicado para atuar como cuidador durante o período de prisão domiciliar.

O nome apresentado pelos advogados é o de Carlos Eduardo Antunes Torres, apontado como irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. No entanto, segundo Moraes, o pedido não trouxe qualquer comprovação de formação técnica na área da saúde.

Na decisão, o ministro ressaltou que já havia exigido anteriormente a indicação formal e qualificada dos profissionais responsáveis pelo acompanhamento médico do ex-presidente. A inclusão do nome, sem comprovação de experiência como enfermeiro ou técnico, foi considerada insuficiente.

“Determino que a defesa apresente as qualificações profissionais”, escreveu Moraes ao reforçar a necessidade de critérios técnicos para autorizar o acompanhamento.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o fim de março, após decisão do STF que levou em consideração seu estado de saúde. O ex-presidente estava internado desde o dia 13 de março, em Brasília, tratando um quadro de broncopneumonia bacteriana.

O período inicial da medida é de 90 dias, com possibilidade de reavaliação ao final do prazo. Durante esse tempo, ele deve seguir uma série de restrições, incluindo limitações no uso de redes sociais e comunicação externa.

O caso reforça o rigor do Supremo em relação ao cumprimento das condições impostas na prisão domiciliar, especialmente no que diz respeito ao acompanhamento médico e à garantia de que os responsáveis tenham capacitação adequada.


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