Diário de São Paulo
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Mandantes apontados no STF

Moraes afirma que provas confirmam irmãos Brazão como mandantes do caso Marielle

Relator do STF diz que material reunido pela PGR não deixa dúvidas sobre responsabilidade dos acusados pelo assassinato da vereadora e do motorista Anderson Gomes

Primeiro dia do julgamento do caso Marielle Franco no STF - 24/02/2026 - Imagem: Reprodução/Gustavo Moreno/STF
Primeiro dia do julgamento do caso Marielle Franco no STF - 24/02/2026 - Imagem: Reprodução/Gustavo Moreno/STF

Letícia Sales Publicado em 24/02/2026, às 12h33


O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (24) que as provas apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmam a responsabilidade dos acusados como mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Durante a leitura do relatório, Moraes foi enfático ao avaliar o conjunto probatório reunido ao longo da investigação. “Não há dúvidas de que Domingos Inácio Brazão e João Francisco Inácio Brazão foram os mandantes daqueles crimes, devendo ser por eles integralmente responsabilizados”, declarou o ministro. Ele acrescentou ainda que Ronald Alves de Paula atuou como partícipe, enquanto Rivaldo Barbosa auxiliou os mandantes.

Além dos irmãos Brazão, também respondem ao processo o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, o major da Polícia Militar Ronald Alves de Paula e o ex-policial militar Robson Calixto, assessor de Domingos Brazão. Todos estão presos preventivamente.

A denúncia se apoia, entre outros elementos, na delação do ex-policial Ronnie Lessa, que confessou ter efetuado os disparos contra Marielle. Segundo a PGR, o grupo integrava uma organização criminosa ligada à exploração irregular de terras e à atuação de milícias no Rio de Janeiro.

De acordo com a acusação, o assassinato teria sido motivado pela atuação firme da vereadora contra interesses econômicos do grupo. Para os investigadores, o crime buscou eliminar uma adversária política e intimidar opositores.

Ao abrir a sessão, o presidente da Primeira Turma, ministro Flávio Dino, afirmou que o julgamento é conduzido com base técnica. “O STF sabe ficar imune a qualquer tipo de argumento que não seja pertinente a um julgamento estritamente técnico e jurídico”, disse.

O julgamento segue na Corte.


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