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Bastidores do Judiciário

Advogado acusa Moraes de tentar blindar esposa em caso do Banco Master

Jeffrey Chiquini questiona operação contra auditores da Receita e relaciona ação a contrato de R$ 129 milhões envolvendo Banco Master.

Ministro Alexandre de Moraes durante sessão do Supremo Tribunal Federal, em Brasília - Imagem: Reprodução
Ministro Alexandre de Moraes durante sessão do Supremo Tribunal Federal, em Brasília - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 19/02/2026, às 22h37


O advogado Jeffrey Chiquini afirmou que a operação do ministro Alexandre de Moraes visa proteger sua esposa de investigações sobre um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, o que poderia dificultar futuras apurações.

A operação, que ocorreu durante o Carnaval, foca em quatro auditores da Receita Federal e investiga um suposto vazamento de dados envolvendo ministros do STF e suas famílias, originando-se de um inquérito das fake news instaurado há mais de seis anos.

Até o momento, não houve resposta pública de Moraes ou sua esposa sobre as acusações, e a situação gera crescente tensão em relação ao 'Caso Master', que já está sob investigação da Polícia Federal e afeta o cenário político e jurídico em Brasília.

O advogado e professor de processo penal Jeffrey Chiquini afirmou que a operação conduzida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, teria sido realizada com o objetivo de proteger sua esposa, Viviane Barci de Moraes, de eventuais investigações relacionadas a um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master.

Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (18), Chiquini declarou que a tese apresentada na operação — de que o contrato teria sido obtido por meios ilegais — poderia inviabilizar futuras apurações sobre a relação entre Viviane e a instituição financeira ligada ao empresário Daniel Vorcaro.

A operação mencionada pelo advogado foi deflagrada na terça-feira de Carnaval e teve como alvo quatro auditores da Receita Federal. A investigação apura suposto vazamento de dados envolvendo ministros do STF, o procurador-geral da República e familiares das autoridades.

O procedimento foi instaurado com base no chamado inquérito das fake news, aberto há mais de seis anos no Supremo Tribunal Federal por decisão do então presidente da Corte, ministro Dias Toffoli. À época, a abertura do inquérito ocorreu de ofício, sem provocação formal do Ministério Público.

Até o momento, não houve manifestação pública do ministro Alexandre de Moraes ou de sua esposa sobre as declarações feitas por Chiquini. O Banco Master também não se pronunciou sobre o conteúdo das acusações.

A operação e as declarações ampliam a tensão em torno do chamado “Caso Master”, que já mobiliza investigações da Polícia Federal e tem provocado repercussão nos bastidores políticos e jurídicos de Brasília.


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