Conversas reveladas pelo Metrópoles mostram declarações de Renan Santos sobre uso de substâncias e opiniões controversas; político admite conteúdo e promete rever postura.

Redação Publicado em 09/04/2026, às 10h53
Mensagens atribuídas ao pré-candidato à Presidência Renan Santos revelam o uso de cogumelos alucinógenos, gerando desgaste político em sua pré-campanha, especialmente em relação à sua bandeira de combate ao tráfico de drogas.
As conversas, trocadas entre abril de 2024 e outubro de 2025, incluem relatos de consumo ocasional da substância, o que contrasta com sua posição pública e levanta questões sobre a coerência de suas propostas.
Renan confirmou a veracidade das mensagens e se comprometeu a não repetir a experiência, enquanto o caso foi encaminhado ao Ministério Público Federal para possíveis desdobramentos legais, impactando sua imagem entre eleitores preocupados com segurança pública.
Uma série de mensagens atribuídas ao pré-candidato à Presidência Renan Santos, ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), abriu uma nova frente de desgaste político em meio à pré-campanha eleitoral. As conversas revelam relatos de uso de cogumelos alucinógenos, além de opiniões consideradas controversas em discussões privadas.
As mensagens foram trocadas em um grupo no Instagram entre abril de 2024 e outubro de 2025. Em um dos trechos, o próprio Renan afirma ter consumido cogumelos enquanto ouvia música. Em outro momento, volta ao tema ao relatar experiências com a substância.
O político confirmou à reportagem a veracidade das mensagens e afirmou que o consumo ocorreu de forma pontual. Segundo ele, não houve compra da substância, apenas uso ocasional. Renan também declarou que não pretende repetir a experiência e afirmou que pode se comprometer publicamente a não utilizar mais esse tipo de substância, caso isso seja uma exigência de seus eleitores.
A repercussão ganha força pelo contraste com uma das principais bandeiras defendidas pelo pré-candidato: o combate ao tráfico de drogas. Questionado sobre a aparente contradição, Renan argumentou que o uso relatado não estaria ligado a organizações criminosas nem ao financiamento do tráfico.
Além das menções ao consumo de substâncias, o conteúdo divulgado também inclui debates políticos e comentários sobre comportamento social dentro do grupo, o que ampliou a repercussão do caso nas redes sociais e nos bastidores políticos.
As mensagens fazem parte de uma denúncia-crime apresentada ao Ministério Público Federal no Distrito Federal, que poderá analisar o material e decidir sobre eventuais desdobramentos legais.
O episódio ocorre em um momento sensível da pré-campanha e pode impactar a imagem pública do presidenciável, especialmente entre eleitores que acompanham pautas relacionadas à segurança pública e combate às drogas.
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