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Justiça

Mendonça prorroga inquérito sobre o Banco Master

Policia Federal terá mais 60 dias para avançar nas investigações e aprofundar análise de provas no caso de fraudes bilionárias

Ministro André Mendonça amplia prazo de investigação sobre fraudes bilionárias no Banco Master. - Imagem: Reprodução/STF.
Ministro André Mendonça amplia prazo de investigação sobre fraudes bilionárias no Banco Master. - Imagem: Reprodução/STF.

Erika Osti Publicado em 18/03/2026, às 14h11


O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta quarta-feira (18) prorrogar por mais 60 dias o inquérito que investiga um suposto esquema de fraudes no Banco Master. A medida atende a um pedido da Polícia Federal, que alegou a necessidade de mais tempo para concluir diligências consideradas essenciais para o esclarecimento do caso.

As apurações fazem parte da Operação Compliance Zero, que investiga a criação de créditos fictícios e o desvio de recursos dentro da instituição financeira. Segundo estimativas preliminares, o prejuízo pode chegar a R$ 17 bilhões, colocando o caso entre os maiores escândalos financeiros recentes no país.

De acordo com os investigadores, ainda há grande volume de material apreendido a ser analisado, incluindo documentos, computadores e celulares recolhidos nas fases anteriores da operação. A PF também trabalha no cruzamento de dados bancários e na reconstrução do fluxo de dinheiro supostamente desviado.

O inquérito teve início a partir de suspeitas envolvendo a tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília, o Banco Regional de Brasília, mas acabou se ampliando para apurar crimes mais complexos, como lavagem de dinheiro, corrupção e gestão temerária.

O banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como figura central do esquema, está preso na Penitenciária Federal em Brasília. Há expectativa entre os investigadores de que ele firme um acordo de delação premiada, o que pode aprofundar as apurações e revelar novos envolvidos.

A operação já passou por três fases. Na primeira, em novembro de 2025, foram cumpridos mandados contra a cúpula do banco. Em janeiro deste ano, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens e valores, além de buscas em endereços ligados ao empresário e seus familiares.

Na etapa mais recente, em março, a PF identificou indícios de uma estrutura organizada para intimidar adversários e interferir em órgãos de controle. Também foram investigados servidores do Banco Central suspeitos de atuar em benefício do grupo em troca de vantagens indevidas.

Com a prorrogação, a expectativa é que a PF avance na consolidação das provas e esclareça a dimensão do esquema antes do envio do caso para eventual denúncia.


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