Empresário ligado ao esquema foi removido de Belo Horizonte para Brasília após decisão do Supremo Tribunal Federal.

Redação Publicado em 23/04/2026, às 11h19
O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a transferência do empresário Domingos Sávio de Castro para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, após sua prisão na Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS.
A defesa argumentou que a mudança se justifica pela residência fixa e vínculos familiares de Domingos em Brasília, além da necessidade de tratamento de saúde devido à hipertensão, que não estaria sendo adequadamente atendida em Minas Gerais.
O Ministério Público não se opôs à transferência, ressaltando que a decisão sobre o local de custódia é da administração penitenciária, enquanto o caso continua em apuração dentro de uma das principais investigações sobre fraudes previdenciárias no Brasil.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a transferência do empresário Domingos Sávio de Castro para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O investigado foi preso em dezembro, durante a Operação Sem Desconto, que apura o esquema conhecido como “Farra do INSS”.
Até então, Domingos Sávio estava detido no Centro de Remanejamento da Gameleira, em Belo Horizonte. A decisão do STF, que tramita sob sigilo, foi proferida na última semana e atendeu a um pedido da defesa do empresário.
Segundo os advogados, a transferência foi solicitada com base no fato de que o investigado possui residência fixa e vínculos familiares em Brasília, além de concentrar suas atividades profissionais na capital federal.
Outro ponto levantado pela defesa foi a necessidade de tratamento de saúde. De acordo com o pedido, o empresário enfrenta um quadro de hipertensão e não estaria recebendo, de forma adequada, os medicamentos necessários no presídio em Minas Gerais.
O Ministério Público não se opôs à transferência e reconheceu que a permanência em Belo Horizonte ocorreu por circunstâncias específicas no momento da prisão. No entanto, destacou que a definição do local exato de custódia dentro do sistema prisional é responsabilidade da administração penitenciária.
Na decisão, Mendonça reforçou que a execução de prisões cautelares deve seguir critérios de razoabilidade e proporcionalidade, evitando restrições além do necessário para garantir a ordem pública e o andamento das investigações.
O empresário é apontado como aliado de um dos principais investigados do esquema, conhecido como “Careca do INSS”. A operação investiga suspeitas de irregularidades envolvendo benefícios previdenciários, com possível uso indevido de recursos públicos.
O caso segue em apuração e integra uma das principais investigações recentes envolvendo fraudes no sistema previdenciário brasileiro.
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