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Caso INSS

Mendonça autoriza transferência de investigado na Farra do INSS para presídio da Papuda

Empresário ligado ao esquema foi removido de Belo Horizonte para Brasília após decisão do Supremo Tribunal Federal.

Empresário investigado na Farra do INSS é transferido para a Papuda após decisão do STF. - Imagem: Carlos Mouras / STF
Empresário investigado na Farra do INSS é transferido para a Papuda após decisão do STF. - Imagem: Carlos Mouras / STF

Redação Publicado em 23/04/2026, às 11h19


O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a transferência do empresário Domingos Sávio de Castro para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, após sua prisão na Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS.

A defesa argumentou que a mudança se justifica pela residência fixa e vínculos familiares de Domingos em Brasília, além da necessidade de tratamento de saúde devido à hipertensão, que não estaria sendo adequadamente atendida em Minas Gerais.

O Ministério Público não se opôs à transferência, ressaltando que a decisão sobre o local de custódia é da administração penitenciária, enquanto o caso continua em apuração dentro de uma das principais investigações sobre fraudes previdenciárias no Brasil.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a transferência do empresário Domingos Sávio de Castro para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O investigado foi preso em dezembro, durante a Operação Sem Desconto, que apura o esquema conhecido como “Farra do INSS”.

Até então, Domingos Sávio estava detido no Centro de Remanejamento da Gameleira, em Belo Horizonte. A decisão do STF, que tramita sob sigilo, foi proferida na última semana e atendeu a um pedido da defesa do empresário.

Segundo os advogados, a transferência foi solicitada com base no fato de que o investigado possui residência fixa e vínculos familiares em Brasília, além de concentrar suas atividades profissionais na capital federal.

Outro ponto levantado pela defesa foi a necessidade de tratamento de saúde. De acordo com o pedido, o empresário enfrenta um quadro de hipertensão e não estaria recebendo, de forma adequada, os medicamentos necessários no presídio em Minas Gerais.

O Ministério Público não se opôs à transferência e reconheceu que a permanência em Belo Horizonte ocorreu por circunstâncias específicas no momento da prisão. No entanto, destacou que a definição do local exato de custódia dentro do sistema prisional é responsabilidade da administração penitenciária.

Na decisão, Mendonça reforçou que a execução de prisões cautelares deve seguir critérios de razoabilidade e proporcionalidade, evitando restrições além do necessário para garantir a ordem pública e o andamento das investigações.

O empresário é apontado como aliado de um dos principais investigados do esquema, conhecido como “Careca do INSS”. A operação investiga suspeitas de irregularidades envolvendo benefícios previdenciários, com possível uso indevido de recursos públicos.

O caso segue em apuração e integra uma das principais investigações recentes envolvendo fraudes no sistema previdenciário brasileiro.


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