Deputado do PL afirma que acusações sobre repasses ao longa “Dark Horse” são “falsas e difamatórias” e pede arquivamento de ação no STF.

Redação Publicado em 26/05/2026, às 10h36
O deputado federal Mario Frias intensificou suas críticas ao ministro Flávio Dino após ser questionado pelo STF sobre emendas parlamentares supostamente destinadas à produção do filme 'Dark Horse', cinebiografia de Jair Bolsonaro, negando qualquer irregularidade nas acusações.
A investigação, impulsionada por uma denúncia da deputada Tabata Amaral, aponta que cerca de R$ 2 milhões em emendas podem ter sido direcionados a uma ONG ligada ao filme, com a defesa de Frias afirmando que os recursos foram utilizados de forma legal e rastreável.
Além de Frias, o ministro Flávio Dino intimou outros deputados mencionados na denúncia, enquanto o filme, que visava melhorar a imagem de Bolsonaro, se torna um ponto de tensão política e jurídica para seus aliados, especialmente com o avanço das investigações relacionadas ao Banco Master.
O deputado federal Mario Frias decidiu subir o tom contra o ministro Flávio Dino após ser alvo de questionamentos no Supremo Tribunal Federal sobre supostos repasses de emendas parlamentares para entidades ligadas à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em manifestação enviada ao STF, Frias negou qualquer irregularidade e classificou as acusações como “absolutamente falsas, sem lastro probatório e difamatórias”. Segundo a defesa do parlamentar, não existe prova de que recursos públicos tenham sido desviados para financiar o longa-metragem.
A investigação ganhou força após denúncia apresentada pela deputada Tabata Amaral, que pediu apuração sobre um suposto “ecossistema de pessoas jurídicas interconectadas” ligado à produção do filme.
De acordo com o documento analisado pelo STF, cerca de R$ 2 milhões em emendas parlamentares teriam sido destinados ao Instituto Conhecer Brasil, ONG apontada como ligada à estrutura de produção do filme. Também são citadas organizações como Academia Nacional de Cultura, Go Up Entertainment e Conhecer Brasil Assessoria.
Na resposta enviada ao Supremo, os advogados de Mario Frias afirmam que os recursos tiveram destino legal e rastreável, com projetos registrados oficialmente na plataforma Transferegov.
“O argumento apresentado se baseia apenas em supostas conexões entre empresas que compartilham endereço, sem qualquer comprovação de desvio de finalidade”, sustenta a defesa.
A polêmica ocorre em meio à crescente crise política envolvendo o filme “Dark Horse”, que voltou ao centro do debate nacional após o vazamento de áudios atribuídos ao senador Flávio Bolsonaro. Nas gravações, o parlamentar aparece cobrando recursos do banqueiro Daniel Vorcaro para financiar a produção cinematográfica.
O caso passou a ser tratado como um dos episódios mais delicados para aliados bolsonaristas em 2026, especialmente diante do avanço das investigações envolvendo o Banco Master e seus principais personagens políticos.
Além de Mario Frias, o ministro Flávio Dino também determinou intimações dos deputados Bia Kicis e Marcos Pollon, que aparecem entre os parlamentares citados na denúncia.
Nas redes sociais, Frias ironizou a tentativa de localização feita pelo STF e afirmou que estava em agenda oficial no exterior com conhecimento da presidência da Câmara dos Deputados. O parlamentar garantiu que retornaria ao Brasil disposto a prestar esclarecimentos.
Enquanto isso, o filme sobre Bolsonaro, que pretendia reforçar a imagem internacional do ex-presidente e do bolsonarismo, se transforma cada vez mais em um foco de desgaste político e jurídico para aliados do PL.
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