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OPINIÃO PÚBLICA

Maioria vê STF com poder excessivo, mas reconhece papel essencial na democracia, aponta Datafolha

Levantamento revela percepção ambígua dos brasileiros sobre a Corte: crítica ao protagonismo convive com reconhecimento institucional.

Pesquisa revela que brasileiros veem excesso de poder na Corte, mas reconhecem sua importância para a democracia. - Imagem: Nelson Jr. / SCO / STF
Pesquisa revela que brasileiros veem excesso de poder na Corte, mas reconhecem sua importância para a democracia. - Imagem: Nelson Jr. / SCO / STF

Redação Publicado em 14/04/2026, às 09h30


Uma pesquisa do Datafolha revela que 75% dos brasileiros acreditam que o Supremo Tribunal Federal (STF) possui 'poder demais', mas 71% consideram a Corte essencial para a democracia, refletindo uma relação complexa entre a população e a instituição.

O levantamento, que ouviu 2.004 pessoas, mostra que a percepção do poder do STF varia conforme o espectro político, com 88% dos eleitores de Jair Bolsonaro considerando o tribunal excessivo, enquanto 64% dos apoiadores de Lula compartilham dessa visão.

Além disso, 70% dos entrevistados conhecem o Caso Master, e 55% acreditam que ministros do STF possam estar envolvidos, o que pode impactar a confiança pública na instituição, evidenciando um momento de tensão entre o Judiciário e a opinião pública.

Uma pesquisa do Datafolha divulgada nesta semana expõe um retrato complexo da relação entre os brasileiros e o Supremo Tribunal Federal (STF). De um lado, 75% dos entrevistados avaliam que o tribunal possui “poder demais”. De outro, 71% afirmam que a Corte é essencial para a manutenção da democracia no país.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre os dias 7 e 9 de abril, em 137 municípios, com margem de erro de dois pontos percentuais. Os dados indicam que, embora haja críticas ao protagonismo do STF, a maioria da população ainda reconhece sua importância institucional.

A percepção varia conforme o espectro político. Entre eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro, 88% consideram que o STF tem poder excessivo. Já entre os apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, esse percentual é menor, mas ainda significativo: 64%.

Quando o tema é a importância da Corte para a democracia, o cenário se inverte. Entre eleitores de Lula, 84% defendem o papel essencial do STF, enquanto entre apoiadores de Bolsonaro o índice cai para 60%.


CASO MASTER E DESCONFIANÇA

A pesquisa também mediu o impacto das investigações envolvendo o chamado Caso Master. Segundo o levantamento, 70% dos entrevistados afirmaram ter conhecimento das suspeitas de ligações entre integrantes do STF e o escândalo financeiro.

Entre os que disseram conhecer o caso, 55% acreditam que ministros da Corte tenham algum tipo de envolvimento. Outros 4% não acreditam na ligação, enquanto 10% não souberam opinar.

Os nomes dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli apareceram no contexto das investigações, ambos negando irregularidades.

Especialistas avaliam que a associação entre o STF e investigações de grande repercussão pode impactar a confiança pública na instituição, mesmo sem conclusões definitivas.


PERCEPÇÃO DIVIDIDA

Os dados reforçam um cenário de percepção dividida: enquanto cresce a crítica ao alcance e às decisões do STF, permanece forte a ideia de que a Corte é um pilar fundamental do sistema democrático brasileiro.

Essa dualidade evidencia um momento de tensão institucional, no qual a atuação do Judiciário é constantemente debatida no campo político e na opinião pública.


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