A deputada, condenada no Brasil, enfrenta processo de extradição e possível cassação de mandato na Câmara dos Deputados

Gabriela Thier Publicado em 13/10/2025, às 17h37
Durante sua recente visita oficial à Itália, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi indagado sobre a situação da deputada Carla Zambelli (PL-SP), que se encontra detida no país europeu desde julho. Em sua resposta, Lula admitiu que "nem lembrava" do nome da parlamentar, ressaltando que a questão é de competência da Justiça, tanto no Brasil quanto na Itália.
A deputada Zambelli, condenada no Brasil por crimes diversos, enfrenta um processo de extradição enquanto também aguarda uma possível cassação de seu mandato na Câmara dos Deputados. As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo.
Lula, ao responder a perguntas de jornalistas, foi claro ao afirmar que, se não fosse pela indagação sobre o caso, ele sequer teria conhecimento da prisão de Zambelli. "Nem lembrava desse nome. Se você não pergunta, eu nem sabia que ela estava aqui ou não. Para mim, é uma pessoa que não merece respeito de quem ama a democracia. Ela vai pagar pelo erro que fez", declarou o presidente. Lula evitou entrar em detalhes sobre as questões legais envolvendo a deputada, caracterizando a situação como uma "questão da Justiça".
Carla Zambelli fugiu do Brasil após ser condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e agora aguarda sua possível extradição para o país. A parlamentar é acusada de participar de um esquema de invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e também enfrenta acusações relacionadas ao porte ilegal de arma.
No momento, Zambelli está detida em Roma enquanto as autoridades italianas deliberam sobre sua extradição, cuja decisão deve ocorrer até o final de outubro. Paralelamente, no Brasil, o processo que visa à cassação de seu mandato segue em análise na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.
Após a condenação, Zambelli deixou o Brasil e solicitou licença de 120 dias na Câmara dos Deputados; no entanto, após o término desse período em outubro, ela não pode mais prorrogar sua ausência. Com isso, ela corre o risco de perder seu mandato devido às faltas não justificadas, situação já vivenciada por outros parlamentares anteriormente.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) está atualmente examinando a proposta de cassação. A deputada poderá perder seu cargo caso o processo seja aprovado tanto pela comissão quanto pelo plenário da Câmara.
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