Com mais de 2 milhões de pedidos pendentes, governo afirma que meta será cumprida quando requerimentos forem analisados em até 45 dias, em meio a cobranças por eficiência e investigações sobre fraudes no instituto.

Ana Beatriz Publicado em 13/06/2026, às 22h38
O governo federal, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se comprometeu a zerar a fila de espera do INSS até setembro, em resposta a críticas sobre a lentidão na concessão de benefícios e investigações de fraudes relacionadas a descontos em aposentadorias.
Atualmente, mais de 2 milhões de processos estão pendentes, incluindo aposentadorias e auxílios, e a meta será considerada cumprida quando os pedidos forem analisados dentro do prazo legal de 45 dias.
Medidas como mutirões, trabalho remoto e contratação temporária de servidores foram implementadas para acelerar o atendimento, enquanto a situação será monitorada por órgãos de controle e entidades representativas, visando melhorar a prestação de serviços e reduzir a judicialização.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo federal pretende zerar a fila de espera do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) até setembro deste ano. O compromisso foi anunciado em um momento de forte pressão sobre o sistema previdenciário, marcado por reclamações sobre a demora na concessão de benefícios e pelos recentes desdobramentos das investigações envolvendo fraudes em descontos associativos aplicados a aposentados e pensionistas.
Segundo o presidente, a meta conta com o aval da nova presidente do INSS, Ana Cristina Viana Silveira, e será considerada cumprida quando os pedidos deixarem de ultrapassar o prazo legal de 45 dias para análise. Atualmente, o estoque de requerimentos pendentes ainda supera a marca de 2 milhões de processos, incluindo pedidos de aposentadorias, pensões por morte, auxílio doença, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e outros benefícios previdenciários e assistenciais.
A redução das filas é uma das principais promessas da atual gestão desde o início do terceiro mandato de Lula, em 2023. Ao longo dos últimos anos, o governo anunciou diferentes medidas para acelerar a análise dos processos, como mutirões, ampliação do trabalho remoto, contratação temporária de servidores e modernização dos sistemas digitais do instituto.
Apesar dos esforços, a lentidão no atendimento continua sendo uma das maiores reclamações dos segurados. Especialistas apontam que fatores como o aumento da demanda, a complexidade das análises e o déficit de pessoal contribuem para o elevado volume de processos pendentes.
O novo compromisso do governo também ocorre em um contexto politicamente sensível. Nos últimos meses, o INSS esteve no centro de uma série de denúncias relacionadas a descontos associativos supostamente irregulares realizados sobre benefícios de aposentados e pensionistas. As investigações apuram possíveis fraudes e resultaram em mudanças na direção do instituto e no reforço dos mecanismos de fiscalização.
Para o governo, a redução do tempo de espera é considerada estratégica tanto para melhorar a prestação do serviço público quanto para reduzir a judicialização de pedidos previdenciários. Pela legislação, a administração pública deve respeitar o prazo máximo de 45 dias para a conclusão da análise dos requerimentos, salvo situações excepcionais.
A expectativa agora é que as medidas adotadas pelo INSS permitam reduzir gradualmente o estoque de processos e aproximar o órgão do objetivo anunciado pelo Palácio do Planalto. O desempenho do instituto continuará sendo acompanhado por órgãos de controle, entidades representativas dos aposentados e pela própria população que depende dos benefícios previdenciários.
Leia também

Jovem que morreu em salto sem corda publicou mensagem minutos antes da tragédia em Limeira

Servidora que autorizou descontos investigados no INSS é promovida pela nova gestão

Eduardo Bolsonaro defende rompimento com o Novo após críticas de Zema a Flávio Bolsonaro

Jovem morre após salto sem equipamento de segurança em atividade de rope jump no interior de São Paulo

Relatório aponta recorde de 1.281 presos políticos em Cuba e denuncia aumento da repressão

Eduardo Bolsonaro defende rompimento com o Novo após críticas de Zema a Flávio Bolsonaro

Relatório aponta recorde de 1.281 presos políticos em Cuba e denuncia aumento da repressão

Lula promete zerar fila do INSS até setembro e governo mira prazo legal para análise de benefícios

O Brasil confundiu Marrocos com Portugal?

Brasil empata com Marrocos na estreia e Vinícius Júnior evita derrota no Mundial