Presidente brasileiro afirmou que desigualdade global é resultado de políticas que favoreceram bilionários

Redação Publicado em 17/06/2026, às 19h42
Durante a cúpula do G7, na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) associou o crescimento das grandes fortunas ao aumento da desigualdade mundial e criticou a concentração de renda. A fala ocorreu dias após Elon Musk se tornar o primeiro trilionário do mundo, em um movimento que, segundo o presidente, evidencia o desequilíbrio na distribuição de riqueza e oportunidades em escala global.
“Nos últimos anos, a desigualdade entre países ricos e pobres tem aumentado. O 1º trilionário do mundo é mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial. A extrema concentração de riqueza decorre de décadas de políticas pró-bilionários”, afirmou o presidente.
Durante o discurso aos líderes e convidados do encontro em Évian-les-Bains, Lula afirmou que o aumento da desigualdade entre nações está relacionado a décadas de políticas que, segundo ele, beneficiaram grupos mais ricos. O presidente citou a ascensão do primeiro trilionário do mundo como exemplo da disparidade na distribuição de riqueza.
Sem mencionar diretamente o empresário Elon Musk, que se tornou o primeiro trilionário após a valorização da SpaceX, Lula afirmou que uma única pessoa acumular mais recursos do que uma grande parcela da população mundial revela um cenário de concentração extrema.
“O desafio não é administrar a escassez, mas superar a falta de implementação e de vontade política”, declarou o presidente ao defender um modelo financeiro internacional que permita aos países investir em áreas sociais sem ficarem presos ao pagamento de dívidas.
Na mesma agenda, Lula abordou o enfrentamento ao crime organizado e afirmou que o combate ao tráfico internacional deve envolver diferentes frentes, incluindo lavagem de dinheiro e comércio ilegal de armas. Segundo ele, a cooperação entre países é essencial, mas precisa ocorrer com respeito à autonomia de cada Estado.
A fala ocorreu em meio a um cenário de tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos, após discussões sobre possíveis novas tarifas comerciais contra produtos brasileiros e sobre a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. Apesar do contexto, Lula não citou o presidente norte-americano Donald Trump nem fez referência direta às medidas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos.
Ao criticar o protecionismo e o unilateralismo durante o encontro, o presidente brasileiro afirmou que respostas isoladas aos desafios globais não contribuem para a solução de problemas econômicos e de segurança. Segundo Lula, a cooperação internacional deve ser baseada no diálogo e no equilíbrio entre os países.
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