Presidente brasileiro afirmou que Donald Trump tem adotado uma postura “desaforada” com o Brasil e disse que não vê necessidade de uma reunião bilateral neste momento, já que negociações comerciais seguem em andamento entre representantes dos dois países.

Ana Beatriz Publicado em 17/06/2026, às 21h22
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou Donald Trump, chamando-o de 'imperador' e destacando a necessidade de resolver divergências entre Brasil e Estados Unidos por meio de canais diplomáticos, em meio a crescentes tensões entre os países.
As relações bilaterais têm sido marcadas por críticas mútuas sobre comércio e soberania, com Trump comentando sobre a política brasileira, o que gerou reações do governo Lula em defesa da soberania nacional.
Lula não solicitou uma reunião bilateral com Trump durante o G7, afirmando que as negociações seguem com os ministros responsáveis, enquanto as expectativas giram em torno do impacto das declarações nas negociações em andamento.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a elevar o tom contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao afirmar nesta quarta-feira, 17, que o líder norte-americano “continua agindo como imperador”. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa em Genebra, na Suíça, após sua participação na cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França.
Ao comentar o relacionamento entre Brasil e Estados Unidos, Lula classificou como “desaforada” a postura adotada por Trump em relação ao governo brasileiro e reforçou que as divergências entre os dois países devem ser tratadas por meio dos canais diplomáticos e comerciais já existentes.
A fala ocorre em meio a um período de crescente tensão entre Brasília e Washington. Nos últimos meses, os governos dos dois países trocaram críticas sobre temas comerciais, questões relacionadas à soberania nacional e posicionamentos políticos envolvendo a América Latina. Recentemente, Trump também fez declarações sobre o cenário político brasileiro, o que provocou reações do Palácio do Planalto.
Durante a coletiva, Lula afirmou que não solicitou uma reunião bilateral com Trump durante a programação do G7. Segundo o presidente, as negociações entre Brasil e Estados Unidos seguem sendo conduzidas pelos ministros responsáveis pelas áreas de Relações Exteriores e Comércio, o que torna desnecessário um encontro direto entre os dois chefes de Estado neste momento.
O presidente brasileiro destacou ainda que os canais institucionais permanecem abertos e que eventuais divergências comerciais devem ser resolvidas por meio do diálogo diplomático. Atualmente, questões envolvendo tarifas, comércio exterior e cooperação econômica estão entre os principais temas da agenda bilateral entre os dois países.
As declarações de Lula acontecem poucos dias após novos episódios de atrito entre os governos brasileiro e norte-americano. Trump tem feito críticas ao cenário político brasileiro e a decisões de autoridades do país, enquanto o governo Lula tem respondido defendendo a soberania nacional e rejeitando qualquer tentativa de interferência externa em assuntos internos.
Apesar das divergências, Brasil e Estados Unidos seguem mantendo relações diplomáticas, comerciais e estratégicas consideradas fundamentais para ambos os países. Os Estados Unidos permanecem entre os principais parceiros econômicos do Brasil, com forte intercâmbio nas áreas de comércio, investimentos, tecnologia e energia.
A expectativa agora é acompanhar se as declarações públicas dos dois líderes terão impacto nas negociações em curso ou se as tratativas continuarão restritas aos canais diplomáticos e ministeriais já estabelecidos entre os governos.

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