Medida em reciprocidade busca facilitar viagens de curta duração e fortalecer laços entre Brasil e China

Erika Osti Publicado em 23/01/2026, às 16h15
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira (23), que o Brasil concederá isenção de visto para algumas categorias de vistos de curta duração a cidadãos chineses, em uma medida de reciprocidade à política chinesa que já beneficia brasileiros desde 2025. A decisão do governo brasileiro foi comunicada ao presidente da China, Xi Jinping, durante conversa por telefone na noite de quinta-feira (22).
Em nota divulgada pelo Palácio do Planalto, o governo explicou que a ação está inserida no contexto da ampliação da cooperação bilateral, especialmente em áreas consideradas estratégicas ou de “fronteira do conhecimento”, como ciência, tecnologia, inovação e setores ligados à infraestrutura.
A China havia incluído cidadãos brasileiros em sua política de isenção de visto para viagens de curta duração a partir de 1º de junho de 2025. Inicialmente programada para valer um ano, essa dispensa foi estendida até 31 de dezembro de 2026 e contempla também outros países sul-americanos, entre eles Argentina, Chile, Peru e Uruguai, totalizando 45 nações beneficiadas pela política unilateral chinesa.
Embora o anúncio brasileiro ainda não detalhe quais categorias específicas de visto serão abrangidas, a expectativa é que a medida facilite viagens de negócios, turismo, intercâmbio acadêmico e visita a familiares ou amigos. A lógica da reciprocidade segue o princípio de que as duas nações ofereçam tratamento semelhante às pessoas que se deslocam em viagens de curta permanência.
Fontes oficiais destacam que a concessão da isenção de visto reforça o fortalecimento das relações bilaterais entre Brasil e China, uma parceria que ganhou novos contornos nos últimos anos com a assinatura de acordos comerciais e iniciativas conjuntas em fóruns multilaterais. Líderes dos dois países também reafirmaram compromisso com o multilateralismo, defesa do direito internacional e cooperação em fóruns internacionais como forma de promover paz e estabilidade globais.
Analistas apontam que movimentos como esse podem estimular o fluxo de pessoas e ideias entre as duas maiores economias de suas respectivas regiões, além de contribuir para o fortalecimento de setores como turismo, educação e inovação. Enquanto isso, o governo brasileiro segue trabalhando nos trâmites internos e diplomáticos para efetivar a implementação prática da política anunciada.
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