Lei proíbe "arquitetura hostil" que discrimina pessoas em situação de rua

Marina Roveda Publicado em 11/12/2023, às 07h41
Nesta segunda-feira (11), o governo federal publicou o decreto que regulamenta a chamada Lei Padre Júlio Lancellotti (Lei nº 14.489/2022). A lei proíbe a aporofobia, definida como o medo e a rejeição aos pobres, por meio da "arquitetura hostil", que inclui práticas discriminatórias contra pessoas em situação de rua em espaços públicos.
A regulamentação da lei estava prevista para junho, mas sua tramitação entre vários ministérios, como Direitos Humanos, Cidades e Casa Civil, levou mais tempo do que o esperado. A proposta, conhecida como Lei Padre Júlio Lancellotti, proíbe construções feitas para afastar pessoas em situação de rua de espaços públicos.
A "arquitetura hostil" engloba práticas como espetos pontiagudos, pavimentação irregular, jatos de água, divisórias em bancos de praças, cercas eletrificadas, entre outras, que têm o intuito de afastar a população em situação de rua desses locais.
O Ministério dos Direitos Humanos pretende criar um canal de denúncias pelo Disque 100, permitindo que a população envie imagens e informações sobre situações de arquitetura hostil. A pasta também planeja destinar R$ 100 mil para a elaboração de uma cartilha sobre o tema destinada a engenheiros, arquitetos e urbanistas.
A lei foi aprovada pelo Congresso, mas vetada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O veto foi posteriormente derrubado pelo Congresso no final do ano passado, e agora a regulamentação permitirá sua efetiva aplicação.
A "arquitetura hostil" é uma prática que visa dificultar a presença de pessoas em situação de rua em determinados espaços urbanos. A discussão sobre o tema ganhou destaque em 2021, quando o padre Júlio Lancellotti se envolveu em uma polêmica ao tentar remover pedras instaladas pela Prefeitura de São Paulo sob um viaduto.
Leia também

Nova namorada de Manoel Gomes, o Caneta Azul, faz revelação sobre vida íntima do casal

Caso Palmeiras: Laudo do IML não aponta lesões corporais, mas Polícia Civil mantém investigação de suposto abuso infantil

Relembre a Lei Mariana Ferrer, criada após revolta com audiência do caso

Silvia Abravanel anuncia pré-candidatura e disputa vaga na Câmara pelo PSD

Incêndio destrói galpão de distribuidora de autopeças na Lapa, em São Paulo

Influenciador relata ter sido retirado de campanhas publicitárias por causa da deficiência: “Disseram que eu causaria constrangimento”

Anvisa aprova primeiro remédio não hormonal contra ondas de calor da menopausa

Polícia estoura canil clandestino na Zona Leste de SP e resgata mais de cem felinos de raça

Investigação interna afasta hipótese de arrastão na Estação Luz do metrô de SP

Investigação aponta retirada de câmera após morte de jovem em salto de rope jump