Deputada bolsonarista sugere autonomia total para Santa Catarina, critica modelo federativo brasileiro e reacende debate sobre separatismo e armamento.

Redação Publicado em 29/05/2026, às 09h24
A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) gerou polêmica ao defender maior autonomia para Santa Catarina, sugerindo que o estado retenha integralmente os impostos arrecadados e propondo um modelo de porte de armas inspirado no Texas.
A declaração provocou reações diversas, com apoiadores apoiando a ideia de independência econômica e política, enquanto críticos acusaram a parlamentar de flertar com separatismo e desconsiderar a Constituição que garante a união dos estados.
Especialistas destacam que a proposta de separação é inviável devido à Constituição de 1988, mas o debate sobre autonomia estadual persiste, especialmente entre setores conservadores do Sul que criticam a centralização de recursos em Brasília.
A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) voltou a gerar repercussão nas redes sociais após defender maior autonomia para Santa Catarina e citar até um modelo de porte de armas inspirado no Texas, estado norte-americano conhecido pela legislação flexível sobre armamento.
Em publicação feita no X (antigo Twitter), a parlamentar questionou a divisão de impostos entre os estados e a União e sugeriu que Santa Catarina passasse a reter integralmente os tributos arrecadados no estado.
Além da questão tributária, Zanatta também afirmou que os catarinenses deveriam ter autonomia para criar suas próprias leis, incluindo regras de porte de arma “tipo Texas”.
Em tom provocativo, a deputada escreveu que, caso seja reeleita, “toda a corja quer se unir para pedir a separação de SC”, encerrando a publicação com ironia: “Alguém conta ou eu conto?”.
A declaração rapidamente repercutiu entre apoiadores e críticos da parlamentar. Enquanto aliados defenderam o discurso de maior independência econômica e política para os estados, opositores acusaram a deputada de flertar com ideias separatistas e ignorar limites constitucionais.
Especialistas em direito constitucional lembram que a Constituição Federal de 1988 estabelece a “união indissolúvel” dos estados brasileiros, tornando inviável qualquer proposta formal de separação territorial.
O debate sobre maior autonomia estadual, porém, não é novo. Setores conservadores do Sul do país frequentemente criticam a concentração de recursos em Brasília e defendem mudanças no pacto federativo.
Júlia Zanatta também já havia feito críticas anteriores ao modelo atual de arrecadação federal, alegando que Santa Catarina envia mais recursos para a União do que recebe de volta em investimentos.
A menção ao Texas também ampliou a repercussão da postagem. O estado americano é conhecido por políticas armamentistas permissivas e por movimentos históricos ligados à autonomia estadual.
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