Representação apresentada por partidos de oposição pede apuração de possíveis crimes e improbidade administrativa; caso aguarda manifestação da PGR.

Ana Beatriz Publicado em 21/02/2026, às 14h21
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, designou o advogado Kakay para defendê-lo em um pedido de investigação feito por partidos de oposição no STJ, que alega possíveis crimes relacionados ao Banco de Brasília e ao Banco Master.
A representação foi protocolada por PT, Rede, PDT, PCdoB e PV e encaminhada à PGR, que decidirá se arquiva o caso ou inicia uma apuração, podendo o processo tramitar no STJ ou ser enviado ao STF dependendo da conexão com outros inquéritos.
Kakay solicitou acesso à documentação do caso e destacou que a situação possui um forte viés político, enquanto aliados de Rocha e opositores divergem sobre a necessidade de uma investigação técnica dos fatos.
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), definiu o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, para representá-lo no caso em que partidos de oposição solicitaram investigação e eventual afastamento dele no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
PT, Rede, PDT, PCdoB e PV protocolaram notícia de fato na Corte pedindo apuração de “possíveis crimes e atos de improbidade administrativa” relacionados a decisões envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. A representação foi encaminhada à Procuradoria-Geral da República (PGR) em 28 de janeiro para manifestação preliminar. O caso foi distribuído por sorteio à ministra Isabel Gallotti.
Até o momento, não há investigação formal instaurada. O procedimento inicial depende da análise da PGR, que poderá opinar pelo arquivamento ou pela abertura de apuração. A depender do entendimento jurídico, o caso pode tramitar no STJ ou, se houver conexão com outros inquéritos envolvendo o Banco Master, ser remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Kakay apresentou pedido ao STJ para ter acesso integral à documentação da representação. Em declaração pública, o advogado afirmou ter experiência em casos semelhantes e classificou a iniciativa como de natureza política.
“Eu já advoguei para mais de 90 governadores. Tenho bastante experiência com isso. Essa é uma questão política – eu não atuo politicamente, eu atuo juridicamente”, declarou. Segundo ele, representações desse tipo costumam ter conotação política, especialmente quando subscritas por partidos.
Nos bastidores, aliados do governador avaliam que o episódio tem forte componente político, enquanto integrantes da oposição defendem a necessidade de apuração técnica dos fatos envolvendo o BRB e o Banco Master.
A decisão da PGR será o próximo passo decisivo para definir se haverá abertura de investigação formal ou arquivamento da representação.
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