Medida estabelece diretrizes para apuração, proteção das vítimas e combate à impunidade

Letícia Sales Publicado em 07/04/2026, às 13h26
O governo federal instituiu, nesta terça-feira (7), um protocolo nacional para orientar a investigação de crimes contra jornalistas e comunicadores no Brasil. A portaria foi assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, durante cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em celebração ao Dia do Jornalista.
Elaborado no âmbito do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, o documento estabelece diretrizes para a atuação das forças de segurança pública na prevenção, investigação e responsabilização de crimes cometidos em razão da atividade jornalística.
O protocolo organiza procedimentos desde o registro da ocorrência até a condução das investigações, com foco na proteção das vítimas e na produção de provas. A estrutura da medida está baseada em quatro eixos principais: proteção imediata de vítimas e familiares, qualificação das investigações para evitar impunidade, preservação de evidências e escuta qualificada, com abordagem humanizada e respeito ao sigilo da fonte.
Durante o evento, o ministro destacou a importância da iniciativa como resposta institucional à violência contra profissionais da imprensa. “Estamos aqui neste dia para fazer o que o Estado brasileiro deveria ter feito há muito tempo. Tratar a violência contra jornalistas e comunicadores não como estatística, mas como o que ela é: uma agressão direta ao coração da democracia”,afirmou.
A cerimônia também contou com a presença da ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, Janine Mello, e do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira.
Além do protocolo, o governo estuda novas medidas para ampliar a proteção, especialmente no ambiente digital. Entre as propostas em análise estão a remoção imediata de conteúdos ilícitos pelas plataformas e a responsabilização de empresas em casos de ataques coordenados.
Os estudos também incluem ações voltadas à proteção de mulheres jornalistas, com foco no combate ao uso de inteligência artificial para a criação de conteúdos íntimos falsos e na prevenção de campanhas de violência online.
A iniciativa busca fortalecer a segurança dos profissionais da comunicação e garantir condições adequadas para o exercício da liberdade de imprensa no país.

Má gestão na saúde coloca vidas em risco: crise da GEAP deixa servidores sem atendimento e amplia sensação de abandono

Grupo Hapvida lança a marca NotreDame Saúde

Criminosos invadem condomínio no Morumbi, atiram durante fuga e abandonam carro furtado

Eduardo Moura gera repercussão após declaração sobre conteúdo ilegal em debate

Nikolas Ferreira ironiza dado sobre mortes de pessoas LGBTQIAPN+ em Minas e gera reação nas redes

Vídeo de Bolsonaro criado por IA coloca regras eleitorais de 2026 à prova

Policial penal é encontrado morto com marcas de violência na Zona Oeste de São Paulo

Duas funcionárias são desligadas após morte de bebê em creche no Brás

Fundação Cacique Cobra Coral suspende suposta assistência climática à Argentina após ataques de Milei

Mancini volta à seleção italiana em meio a crise histórica e turbulência na federação