Aliado histórico da família Bolsonaro, senador Ciro Nogueira virou alvo da PF em investigação que aponta supostos repasses milionários do Banco Master e relação considerada “além da política” com Daniel Vorcaro..

Redação Publicado em 08/05/2026, às 09h40
A nova fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal investiga o senador Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil, por suposto favorecimento político e financeiro, com pagamentos mensais que variam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil do banqueiro Daniel Vorcaro.
A operação revela indícios de troca de vantagens financeiras e influência política, com base em diálogos interceptados e movimentações financeiras suspeitas, ampliando a pressão sobre figuras do Centrão e do entorno bolsonarista.
Flávio Bolsonaro manifestou apoio a Nogueira, pedindo rigor nas investigações, enquanto a defesa do senador nega irregularidades e se coloca à disposição das autoridades para esclarecimentos.
O senador Flávio Bolsonaro se manifestou após a nova fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, atingir diretamente o senador Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro.
Em nota divulgada nesta quinta-feira (7), Flávio classificou o caso como “grave” e afirmou que as investigações devem ocorrer com “rigor e transparência”, respeitando o devido processo legal. Sem citar diretamente o aliado, o parlamentar também demonstrou confiança na condução do caso pelo ministro André Mendonça, relator das investigações envolvendo o Banco Master no Supremo Tribunal Federal.
A operação da PF colocou Ciro Nogueira no centro de uma investigação que apura um suposto esquema de favorecimento político e financeiro envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Segundo os investigadores, o senador teria recebido pagamentos mensais que variavam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, além de benefícios como uso de imóvel de luxo e viagens internacionais custeadas pelo empresário.
Os investigadores afirmam que a relação entre Ciro e Vorcaro “extrapolava mera amizade ou atuação política regular”, apontando indícios de troca de vantagens financeiras e influência política. Entre os elementos levantados pela PF estão diálogos interceptados, movimentações financeiras e suposta aquisição societária milionária feita abaixo do valor de mercado.
A ofensiva da Polícia Federal ocorreu poucas semanas após Flávio Bolsonaro defender publicamente o nome de Ciro Nogueira como possível vice em uma eventual chapa presidencial para 2026. Na ocasião, Flávio destacou a “lealdade” do senador piauiense à família Bolsonaro e o peso político do Progressistas no cenário nacional.
Enquanto aliados tentam conter o desgaste político, a investigação amplia a pressão sobre figuras influentes do Centrão e do entorno bolsonarista. A Operação Compliance Zero já provocou apreensões, quebras de sigilo e novas frentes de apuração sobre contratos, operações financeiras e possíveis esquemas de influência dentro da máquina pública.
A defesa de Ciro Nogueira nega irregularidades e afirma que o senador está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
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