Jornal britânico afirma que crise em torno de “Dark Horse” virou desgaste político para Flávio Bolsonaro antes mesmo da estreia

Redação Publicado em 25/05/2026, às 09h41
A cinebiografia 'Dark Horse', sobre Jair Bolsonaro, enfrenta críticas internacionais após um escândalo de financiamento envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, sendo classificada pelo Financial Times como uma 'comédia de erros'. O caso gera desgaste político para Flávio Bolsonaro, que é apontado como possível sucessor do pai nas eleições de 2026.
Investigações revelaram que Vorcaro comprometeu US$ 24 milhões para o filme, com R$ 61 milhões já liberados. Mensagens atribuídas a Flávio mostram sua proximidade com o banqueiro e pedidos de continuidade nos pagamentos.
Apesar das controvérsias, Flávio Bolsonaro nega irregularidades e a situação levanta questões sobre sua viabilidade eleitoral. O filme, dirigido por Cyrus Nowrasteh e estrelado por Jim Caviezel, pode ter grande apelo entre conservadores nos Estados Unidos.
A cinebiografia “Dark Horse”, inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, virou alvo de críticas internacionais após o escândalo envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o financiamento da produção. Em reportagem publicada nesta segunda-feira (25), o jornal britânico Financial Times classificou o longa como uma “comédia de erros” antes mesmo de chegar aos cinemas.
Segundo a publicação, o projeto passou a representar um desgaste político para o senador Flávio Bolsonaro após a divulgação de mensagens que apontariam pedidos de recursos feitos ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
O caso ganhou repercussão após reportagem do The Intercept Brasil revelar que Vorcaro teria acertado um aporte de US$ 24 milhões — cerca de R$ 134 milhões — para financiar o filme. Parte dos recursos, aproximadamente R$ 61 milhões, já teria sido liberada entre fevereiro e maio deste ano.
As mensagens atribuídas a Flávio mostram o senador cobrando a continuidade dos pagamentos e tratando o banqueiro com proximidade. Em um dos trechos divulgados, ele afirma: “Estou e estarei contigo sempre”.
Na avaliação do jornal britânico, a crise envolvendo o Banco Master e o financiamento do filme levantou dúvidas sobre a viabilidade eleitoral de Flávio Bolsonaro, apontado por aliados como possível sucessor político do pai na disputa presidencial de 2026.
A reportagem do Financial Times também destacou a rede de influência construída por Daniel Vorcaro junto a setores estratégicos do país, além do estilo de vida luxuoso mantido pelo banqueiro enquanto as investigações avançavam.
O longa “Dark Horse” conta com direção do cineasta americano Cyrus Nowrasteh e terá Jim Caviezel — conhecido mundialmente pelo filme The Passion of the Christ — interpretando Jair Bolsonaro.
O jornal ouviu ainda Steve Bannon, ex-estrategista da Casa Branca e aliado de movimentos conservadores internacionais. Segundo ele, uma produção estrelada por um ator de Hollywood teria enorme potencial de alcance entre apoiadores do movimento MAGA nos Estados Unidos.
Apesar da repercussão, Flávio Bolsonaro segue negando qualquer irregularidade relacionada ao financiamento do filme.
Leia também

Apoiadora de Bolsonaro realiza vigília em condomínio mesmo após restrição imposta por Moraes

Jaques Wagner recorre ao STF e pede anulação de operação da PF sobre supostos vínculos com ex-sócio do Banco Master

Tempestade paralisa França x Iraque e protocolo criado após tragédia na Nascar entra em ação nos EUA

Keir Starmer renuncia ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido após pressão interna

São Paulo entra em alerta para temporais, ventos fortes e queda brusca de temperatura

Pix por aproximação passa a mostrar saldo e limite da conta antes do pagamento

São Paulo entra em alerta para temporais, ventos fortes e queda brusca de temperatura

Tempestade paralisa França x Iraque e protocolo criado após tragédia na Nascar entra em ação nos EUA

Jaques Wagner recorre ao STF e pede anulação de operação da PF sobre supostos vínculos com ex-sócio do Banco Master

Apoiadora de Bolsonaro realiza vigília em condomínio mesmo após restrição imposta por Moraes