Presidente nacional do PT disse que senador não deve mais liderar palanque de Lula no estado, apesar de aliados ainda tentarem articulação com o Planalto.

Ana Beatriz Publicado em 20/05/2026, às 15h37
O presidente do PT, Edinho Silva, anunciou que o senador Rodrigo Pacheco não deve concorrer ao governo de Minas Gerais em 2026, o que gera incertezas no cenário eleitoral do estado, crucial para a sucessão presidencial de Lula.
Pacheco, que é do PSB, era visto como um candidato estratégico para unir forças em Minas e fortalecer a presença de Lula, mas sua decisão de não se candidatar pode complicar a formação de um palanque competitivo.
Aliados de Pacheco ainda tentam convencê-lo a reconsiderar, articulando uma reunião com Lula, enquanto a ausência do senador pode levar partidos a buscar novos nomes para as eleições de 2026.
O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, afirmou nesta terça feira (19) que o senador Rodrigo Pacheco não deve disputar o governo de Minas Gerais nas eleições de 2026.
A declaração foi dada durante entrevista ao podcast Warren Política e representa um novo sinal de indefinição no cenário eleitoral mineiro, considerado estratégico para a sucessão presidencial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo Edinho Silva, o PT vinha trabalhando com a possibilidade de Rodrigo Pacheco assumir a liderança do palanque de Lula em Minas Gerais, estado considerado um dos mais importantes do país do ponto de vista eleitoral. No entanto, de acordo com o dirigente petista, o senador teria decidido não entrar na disputa pelo comando do Executivo mineiro.
“Infelizmente, ele optou por não ser candidato”, afirmou Edinho durante a entrevista.
Rodrigo Pacheco, que atualmente integra o Partido Socialista Brasileiro, vinha sendo apontado nos bastidores políticos como um possível nome de consenso entre setores do governo federal e aliados moderados em Minas Gerais. A eventual candidatura do senador era vista como estratégica para fortalecer a presença de Lula no estado em 2026.
Mesmo após a fala pública do presidente nacional do PT, interlocutores próximos de Pacheco ainda tentam reverter o cenário. Aliados do senador articulam uma reunião entre Rodrigo Pacheco e o presidente Lula para discutir o futuro político do parlamentar e a possibilidade de uma eventual candidatura ao governo mineiro.
Segundo pessoas ligadas às negociações, o encontro ainda depende da agenda oficial do presidente da República.
Minas Gerais historicamente ocupa papel central nas eleições presidenciais brasileiras e costuma ser tratado como um dos principais termômetros políticos do país. O estado possui o segundo maior colégio eleitoral do Brasil e frequentemente influencia diretamente o resultado nacional das disputas presidenciais.
Nos bastidores políticos, lideranças governistas avaliam que a ausência de Rodrigo Pacheco da disputa pode obrigar partidos aliados a buscarem novos nomes para compor um palanque competitivo em Minas Gerais durante as eleições de 2026.
Até o momento, Rodrigo Pacheco não confirmou oficialmente se pretende disputar outro cargo nas próximas eleições ou se permanecerá fora da corrida pelo governo estadual.
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