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Supremo Tribunal Federal

DPU afirma que Alexandre de Moraes não pode julgar processo contra Eduardo Bolsonaro no STF

Defensoria Pública da União sustenta que ministro seria apontado como vítima no caso e pede nulidade da ação penal contra o ex deputado federal.

Defensoria Pública da União afirma que Alexandre de Moraes não pode atuar como relator e julgador no processo contra Eduardo Bolsonaro - Imagem: Reprodução
Defensoria Pública da União afirma que Alexandre de Moraes não pode atuar como relator e julgador no processo contra Eduardo Bolsonaro - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 26/05/2026, às 11h26


A Defensoria Pública da União solicitou ao Supremo Tribunal Federal que o ministro Alexandre de Moraes se afaste do caso que investiga Eduardo Bolsonaro por suposta coação, alegando que sua dupla função como vítima e julgador compromete a imparcialidade do processo.

O pedido da DPU argumenta que as ações atribuídas a Eduardo Bolsonaro não constituem crime e que não há provas suficientes para a continuidade da ação penal, reforçando críticas à atuação de Moraes em casos onde ele é mencionado como alvo.

Até o momento, Moraes não se manifestou sobre o pedido da DPU e o STF não anunciou quando tomará uma decisão, enquanto o caso intensifica o debate sobre os limites da atuação do tribunal em investigações envolvendo autoridades e aumenta a tensão entre o bolsonarismo e a Suprema Corte.

A Defensoria Pública da União apresentou ao Supremo Tribunal Federal um pedido para que o ministro Alexandre de Moraes deixe de atuar no processo que investiga o ex deputado federal Eduardo Bolsonaro por suposto crime de coação.

A manifestação foi protocolada na última sexta feira (22) durante a fase de alegações finais da ação penal. Moraes é o relator do caso no Supremo e também aparece, segundo a própria denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República, como principal alvo das supostas ameaças atribuídas aos investigados.

No documento enviado ao STF, a DPU argumenta que o processo seria nulo justamente porque o ministro estaria simultaneamente na posição de vítima e julgador do caso. Para a Defensoria, isso comprometeria a imparcialidade necessária para a condução do processo judicial.

Segundo a defesa pública, as condutas atribuídas a Eduardo Bolsonaro não configurariam crime e não haveria elementos suficientes para justificar a continuidade da ação penal nos moldes atuais.

O caso tem origem em investigações relacionadas a declarações públicas e manifestações atribuídas ao ex parlamentar envolvendo críticas e supostas ameaças direcionadas ao Supremo Tribunal Federal e a integrantes da Corte. A Procuradoria Geral da República sustenta que houve tentativa de constrangimento e intimidação contra autoridades do Judiciário.

A argumentação da DPU reforça um dos principais pontos levantados por aliados e defensores de Eduardo Bolsonaro nos últimos meses, que questionam a atuação de Alexandre de Moraes em processos nos quais o ministro seria citado diretamente como alvo de ataques ou ameaças.

Até o momento, o ministro Alexandre de Moraes não se pronunciou publicamente sobre a manifestação da Defensoria Pública da União. O Supremo Tribunal Federal também ainda não informou quando haverá decisão sobre o pedido apresentado pela DPU.

O episódio amplia novamente o debate jurídico e político sobre os limites de atuação do STF em investigações envolvendo autoridades, parlamentares e supostos ataques às instituições democráticas.

Nos bastidores políticos, o caso também aumenta a tensão entre integrantes ligados ao bolsonarismo e ministros da Suprema Corte, especialmente em processos relacionados aos atos antidemocráticos e à disseminação de ameaças contra membros do Judiciário.


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