O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse nesta quarta-feira (12) que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve deliberar na próxima

Redação Publicado em 12/01/2022, às 00h00 - Atualizado às 15h30
Doria diz que Anvisa deve analisar novo pedido para uso da CoronaVac em crianças de 3 a 11 anos na próxima semanaDoria diz que Anvisa deve analisar novo pedido para uso da CoronaVac em crianças de 3 a 11 anos na próxima semana
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse nesta quarta-feira (12) que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve deliberar na próxima semana sobre o uso da vacina CoronaVac para crianças de 3 a 11 anos.
Por duas vezes, a agência já colocou em discussão a autorização sobre o uso do imunizante do laboratório chinês Sinovac e do Instituto Butantan, mas o pedido de licença ainda não foi concedido por falta de informações mais detalhadas sobre o produto, que foram solicitadas ao fabricante.
“A Anvisa, que tem a nossa confiança, está analisando a possibilidade de deliberar na próxima semana sobre o uso da CoronaVac para crianças. Se tivermos essa decisão plena, soberana e científica da Anvisa liberando a vacina do Butantan, poderemos colocar à disposição 15 milhões de doses da vacina imediatamente”, disse João Doria nesta quarta (12).
“Isso permitirá, no caso de São Paulo, a vacinação integral dos 5,6 milhões de crianças na faixa etária de 3 a 11 anos e ainda poderemos ajudar outros 10 milhões de crianças em outros estados brasileiros”, completou o governador.

Doses da vacina Coronavac produzidas pelo Instituto Butantan — Foto: G1
A última negativa da Anvisa aconteceu em 21 de dezembro, quando os técnicos da agência encaminharam uma série de questionamentos ao Instituto Butantan sobre os estudos apresentados para a liberação do imunizante para o público infantil.
“Na avaliação dos técnicos da Anvisa e dos especialistas externos convidados há lacunas importantes nos dados apresentados pelo Butantan que ainda impedem afirmar de forma científica o grau de imunidade gerado nas crianças e adolescentes”, afirmou em nota a agência.
No dia seguinte ao comunicado, o Butantan informou que foi “mais uma vez surpreendido” sobre a decisão da Anvisa de pedir mais dados para a aprovação do uso da vacina contra a Covid em crianças e adolescentes no Brasil.

Profissional de saúde de SP segura ampola de CoronaVac, imunizante contra Covid-19 — Foto: Divulgação/Ascom/GESP
Segundo o instituto, na semana anterior à análise da agência, “foram enviados dois dossiês com cinco novos estudos, além de dados de farmacovigilância e de segurança vindos da Sinovac, biofarmecêutica chinesa produtora da CoronaVac, e do governo chileno”, para que a Anvisa pudesse estudar o novo pedido de liberação da vacina para essa faixa etária.
O Butantan também diz que enviou, separadamente, outro dossiê com análise dos dados de imunogenicidade das amostras coletadas dos participantes da fase 3, conforme acordado com técnicos da própria Anvisa.
“Especialistas do Butantan participaram de reunião com o órgão sanitário brasileiro, além de especialistas das principais sociedades médicas pediátricas do Brasil, para tirar as dúvidas dos estudos e ratificar a estratégia de que a CoronaVac é a vacina mais recomendada para a faixa etária de 3 a 17 anos. Entretanto, o órgão regulatório não fez questionamentos durante a reunião. É preciso que haja mais clareza na comunicação”, disse o instituto em nota divulgada em 22 de dezembro.
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G1
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