O Ex-Presidente do TJSP, Ivan Sartori, está na mira de Bolsonaro para substituir o Ex-Ministro, Sergio Moro.

Redação Publicado em 26/04/2020, às 00h00 - Atualizado às 11h30
O Ex-Presidente do TJSP, Ivan Sartori, está na mira de Bolsonaro para substituir o Ex-Ministro, Sergio Moro.
Numa análise muito apertada, em tópicos, porque o nome de Ivan Sartori é, hoje, o mais viável e capaz de dar um pouco de estabilidade nesse momento de grande turbulência.
Primeiro, notar que a inclusão, publicamente do nome de Ivan Sartori como um dos possíveis para o cargo não gerou qualquer ruído negativo, diferentemente dos outros nomes colocados, que por esse ou aquele motivo, mereceram um porém. A aceitação parece boa e o passado de Ivan, sem máculas, parece vacinar a indicação.
Ivan se enquadra no mesmo perfil que Sergio Moro – vem da magistratura. A diferença é que Ivan é desembargador e presidiu o Tribunal de Justiça de São Paulo, o maior Tribunal de Justiça do mundo. Além de seu desempenho irretocável como magistrado, Ivan se destacou ao comandar o TJSP, não só por ser o mais jovem presidente, aos 54 anos, mas porque, mesmo com um orçamento insuficiente para as necessidades do TJ, conseguiu reestruturar e equilibrar as contas, sanear boa parte das dívidas, inclusive junto aos servidores, que guardam saudade da presidência de Ivan.
Poderia ter ficado na magistratura até os 75 anos mas optou pela aposentadoria antecipada, em 2019, aos 61 anos, 38 dos quais dedicados a carreira (entrou com apenas 23 anos de idade). A opção se deu pelo interesse em ajudar a sociedade de outras formas e, por isso, resolveu disputar as eleições para a prefeitura de Santos-SP. Se engajou na campanha de Jair Bolsonaro a presidência porque as pautas de Jair e Ivan se aproximam. Enquanto desembargador, foi louvado e criticado por suas decisões, mas nunca se furtou a tomar posição, e tampouco se arrependeu delas. Um dos casos, talvez o de maior visibilidade, é a decisão que anulou a condenação dos policiais envolvidos no episódio do Carandiru.
Durante esse período de pandemia, Ivan se envolveu em uma nova polêmica, ao aparecer em um vídeo enfrentando a decisão autoritária do prefeito municipal de Santos que ordenou a proibição de permanência de cidadãos nas praias da cidade. Defendeu a ilegalidade da decisão do prefeito e teceu críticas ao isolamento social.
Essa posição é totalmente alinhada a de Bolsonaro. Mas, e mais importante, é que Ivan, por seu peso e status, é um nome forte para a polarização com Doria. E, não por acaso, ela já acontece, naturalmente.
Recentemente o desembargador gravou diversos vídeos e fez postagens antagonizando com o governador:
“João Doria estende a quarentena até 10 de maio. Eu achei que ele tinha limites. Ele quer quebrar o Estado. E quer quebrar o país. Porque São Paulo é a locomotiva do país. Doria, é muito fácil ficar em casa com seus ganhos garantidos, no conforto do seu lar, cumprindo uma quarentena. Só que a maioria da população trabalha hoje para comer amanhã. As empresas não têm caixa pra isso, Doria”.
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