Levantamento mostra queda na aprovação no segmento religioso e indica mudanças no cenário político às vésperas de 2026.

Redação Publicado em 15/04/2026, às 10h08
A desaprovação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva entre eleitores evangélicos subiu para 68% em abril, marcando um aumento de sete pontos percentuais em relação a março, o que indica um distanciamento crescente entre o governo e essa base eleitoral importante.
A aprovação do governo entre evangélicos caiu de 33% para 28%, enquanto a desaprovação geral subiu de 51% para 52%, refletindo uma leve tendência de rejeição entre a população em geral.
A pesquisa, realizada entre 9 e 13 de abril com 2.004 entrevistas, também revelou que em uma simulação de segundo turno, Flávio Bolsonaro lidera Lula por 42% a 40%, o que pode influenciar decisivamente as próximas eleições devido à mobilização do eleitorado evangélico.
A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre eleitores evangélicos voltou a crescer e atingiu 68% em abril, segundo pesquisa da Genial/Quaest divulgada nesta semana.
O índice representa uma alta de sete pontos percentuais em relação a março, quando a rejeição era de 61%. Em meses anteriores, como dezembro e janeiro, a taxa havia se mantido em 64%, indicando agora uma retomada da tendência de crescimento na desaprovação dentro desse grupo.
No sentido oposto, a aprovação do governo entre evangélicos caiu de 33% para 28% no mesmo período, reforçando o distanciamento entre o Executivo federal e uma das bases eleitorais mais relevantes do país.
No cenário geral da pesquisa, que considera toda a população, a desaprovação ao governo subiu de 51% para 52%, enquanto a aprovação oscilou negativamente de 44% para 43%, mantendo um quadro de estabilidade com leve viés de alta na rejeição.
O levantamento foi realizado entre os dias 9 e 13 de abril, com 2.004 entrevistas presenciais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Além da avaliação do governo, a pesquisa também trouxe indicativos do cenário eleitoral. Em uma simulação de segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Lula, com 42% das intenções de voto contra 40% do atual presidente, configurando empate técnico dentro da margem de erro.
Analistas apontam que o comportamento do eleitorado evangélico pode ter peso decisivo nas próximas eleições, especialmente pela sua crescente influência política e capacidade de mobilização.
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