A deputada Camila Jara (PT-MS) foi acusada de agredir o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) durante um tumulto ocorrido no plenário da Câmara

William Oliveira Publicado em 11/08/2025, às 12h33
A deputada Camila Jara (PT-MS) não será incluída na lista de parlamentares investigados pela Corregedoria da Câmara dos Deputados, apesar das acusações iniciais de que teria agredido o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) durante um tumulto no plenário. No entanto, a possibilidade de reinclusão permanece, caso as imagens do incidente sejam consideradas suficientes para comprovar a agressão.
O deputado Diego Coronel (PSD-BA), corregedor da Câmara, é responsável por analisar os registros fotográficos e audiovisuais do ocorrido, que aconteceu na noite de quarta-feira (6). A expectativa é que a revisão seja concluída até o dia 13. Coronel não descartou a possibilidade de novas denúncias surgirem com base nos resultados da investigação.
Os parlamentares acusados poderão enfrentar processos no Conselho de Ética, com um protocolo distinto do aplicado em casos recentes. As suspensões dos mandatos dos deputados Gilvan da Federal (PL-ES) e André Janones (Avante-MG) foram encaminhadas diretamente ao Conselho por meio de representações da Mesa Diretora.
Durante o tumulto, Jara foi acusada de empurrar Ferreira, mas sua assessoria negou agressão, afirmando que houve apenas um “empurra-empurra”, no qual Jara teria afastado Ferreira, que poderia ter perdido o equilíbrio.
Na sexta-feira (8), o PL anunciou a formalização de uma representação contra Jara. Entretanto, a Secretaria-Geral da Mesa Diretora informou que todas as denúncias estão sendo encaminhadas à Corregedoria para análise. A edição extraordinária do Diário Oficial da Câmara não registrou representação contra Camila Jara; apenas denúncias contra deputados da oposição foram publicadas. Ao todo, 14 parlamentares aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro – sendo 12 do PL, um do Novo e um do PP – serão submetidos à análise das imagens.
Até domingo (10), a deputada não havia se manifestado nas redes sociais sobre os eventos. Já no sábado (9), a deputada Érika Hilton (PSOL-SP) manifestou apoio a Jara, afirmando que a acusação contra ela é baseada em evidências frágeis e que ela não faz parte do pedido de afastamento.
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