Diário de São Paulo
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Caso Master amplia tensão em Brasília com apreensão de conteúdos pela PF

Reportagens apontam preocupação de parlamentares com análise de vídeos, áudios e imagens ligados a eventos promovidos por ex-controlador do Banco Master.

Imóvel em Trancoso citado em reportagens como um dos locais ligados às investigações do chamado Caso Master - Imagem: Reprodução
Imóvel em Trancoso citado em reportagens como um dos locais ligados às investigações do chamado Caso Master - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 16/02/2026, às 16h31


O 'Caso Master' ganhou novos desdobramentos com a apreensão de vídeos, áudios e imagens pela Polícia Federal, que podem envolver eventos organizados por Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, em várias localidades do Brasil.

Os registros foram obtidos de celulares e sistemas eletrônicos, relacionados a festas em um hotel de luxo no Rio de Janeiro e em uma mansão em Trancoso, que possuía câmeras de monitoramento, levantando preocupações sobre a presença de figuras públicas nos eventos.

A Polícia Federal está analisando conteúdos criptografados e imagens de câmeras de segurança de imóveis do empresário, enquanto o receio de vazamentos públicos pode intensificar o impacto institucional do caso, que já investiga fraudes bilionárias.

O chamado “Caso Master” ganhou novos contornos nos bastidores políticos após reportagens indicarem preocupação de parlamentares com a existência de vídeos, áudios e imagens apreendidos pela Polícia Federal (PF) durante a investigação. O material estaria vinculado a eventos promovidos por Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, em diferentes estados do país.

De acordo com as publicações, parte dos registros teria sido obtida a partir de celulares e sistemas eletrônicos recolhidos pela PF. Os conteúdos estariam relacionados a confraternizações realizadas em um hotel de luxo no Rio de Janeiro e em uma mansão localizada em Trancoso, no sul da Bahia. Esta última, segundo os relatos, seria equipada com câmeras de monitoramento distribuídas em diversos ambientes.

Ainda conforme as reportagens, convidados dos eventos deixariam seus celulares em outro cômodo durante as festas, enquanto o anfitrião mantinha seus próprios aparelhos. Esses dispositivos teriam sido apreendidos no curso das investigações.

Há informações de que a Polícia Federal conseguiu acessar conteúdos protegidos por criptografia e analisa registros que poderiam indicar a presença de empresários, políticos, juristas e outras autoridades nos encontros. Também estariam sob exame imagens de câmeras de segurança de outros imóveis ligados ao empresário, localizados em Brasília, Minas Gerais e São Paulo.

Até o momento, não há confirmação de vazamento público do conteúdo analisado. Nos bastidores, no entanto, o receio relatado é de que eventuais divulgações ampliem o impacto institucional do caso, que já envolve suspeitas de fraudes bilionárias atribuídas ao esquema investigado.

A apuração segue sob responsabilidade da Polícia Federal, e eventuais desdobramentos dependerão da análise técnica do material coletado e de decisões judiciais relacionadas ao caso.


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