Ministra decide antecipar sucessão para garantir estabilidade administrativa antes das eleições de 2026

Letícia Sales Publicado em 09/04/2026, às 12h45
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, anunciou nesta quinta-feira (9) que antecipará sua saída do comando da Corte para o mês de maio. Inicialmente, a magistrada permaneceria no cargo até o dia 3 de junho.
Durante a sessão, a ministra explicou que a decisão busca garantir uma transição mais organizada na direção da Justiça Eleitoral.
Eu decidi, ao invés de deixar para o último dia de mandato, 3 de junho, a sucessão na Presidência deste Tribunal Superior Eleitoral, iniciar o procedimento para a eleição dos novos dirigentes da casa", afirmou.
A eleição para os cargos de presidente e vice-presidente foi marcada para a próxima terça-feira (14). Embora o processo seja formal, já está definido que os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça devem assumir, respectivamente, a presidência e a vice-presidência do tribunal.
Após a escolha, Cármen Lúcia informou que irá alinhar com os sucessores o cronograma de transição e a data de posse, prevista para maio.
Segundo a ministra, a antecipação evita mudanças na cúpula da Justiça Eleitoral em um período próximo às eleições, o que poderia afetar a estabilidade administrativa do processo.
As eleições devem ocorrer sem atropelos e sem afobação para que o processo tenha curso regular transparente e seguro".
Ela destacou ainda que novos dirigentes precisam de tempo para estruturar equipes e definir diretrizes em áreas sensíveis da administração eleitoral.
Com a mudança, caberá a Kassio Nunes Marques conduzir o TSE durante as eleições de 2026. Será a primeira vez que um ministro indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro assumirá o comando da Corte Eleitoral nesse contexto.
O presidente do TSE desempenha papel central na organização do processo eleitoral, desde a fase de pré-campanha até a diplomação dos eleitos, acumulando funções administrativas, normativas e jurisdicionais.
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