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Tensão Diplomática

Brasil reage à expulsão de delegado da PF e tensão com EUA volta a escalar

Decisão do governo Trump gera resposta imediata de Lula e reacende crise diplomática entre os dois países após série de atritos recentes.

Crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos se intensifica após expulsão de delegado da Polícia Federal. - Imagem: Ricardo Stuckert / PR
Crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos se intensifica após expulsão de delegado da Polícia Federal. - Imagem: Ricardo Stuckert / PR

Redação Publicado em 23/04/2026, às 09h23


As relações entre Brasil e Estados Unidos se deterioraram após a retirada de um delegado da Polícia Federal brasileira, que atuava em cooperação com as autoridades americanas, em meio a suspeitas de interferência em um processo de extradição.

O governo brasileiro, sob Lula, respondeu retirando as credenciais de um agente de imigração dos EUA em Brasília, destacando a falta de comunicação prévia por parte dos americanos e a crescente tensão entre os dois países.

A crise se insere em um contexto de divergências comerciais e críticas mútuas, dificultando avanços em agendas conjuntas e impactando potenciais acordos futuros entre Brasil e Estados Unidos.

As relações entre Brasil e Estados Unidos voltaram a se deteriorar após o governo de Donald Trump determinar a retirada de um delegado da Polícia Federal que atuava no país como elo de cooperação entre as autoridades.

A decisão envolveu o delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que trabalhava junto ao Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE). Segundo autoridades americanas, a medida foi tomada após suspeitas de tentativa de interferência em um processo de extradição.

O episódio provocou reação imediata do governo brasileiro. Sob orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Polícia Federal retirou as credenciais de um agente de imigração norte-americano que atuava em Brasília, adotando o princípio da reciprocidade diplomática.

A crise ocorre em meio ao caso do ex-deputado Alexandre Ramagem, detido nos Estados Unidos por questões migratórias e considerado foragido pela Justiça brasileira. O delegado brasileiro havia participado de ações relacionadas ao episódio, o que, segundo os EUA, motivou a decisão de afastamento.

O Itamaraty criticou a postura americana, afirmando que a medida não respeitou práticas diplomáticas básicas, como comunicação prévia e diálogo institucional. Já Lula afirmou que o Brasil responderá “na mesma medida”, sinalizando endurecimento na relação bilateral.

O episódio se soma a uma sequência de tensões recentes entre os dois países, incluindo divergências comerciais, críticas públicas de autoridades americanas ao Supremo Tribunal Federal e discussões sobre possíveis classificações de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelos EUA.

Apesar de tentativas anteriores de aproximação entre Lula e Trump, o relacionamento entre os dois governos segue instável, marcado por diferenças políticas e estratégicas.

Nos bastidores, a avaliação é que o novo episódio dificulta ainda mais qualquer avanço em agendas conjuntas e pode impactar acordos futuros entre os países.


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